Um show quase surpresa do Foo Fighters, no Velvet Jones club, em Santa Barbara. Como se já fosse surpresa demais saber pelo Twitter horas antes que eles iam se apresentar num pequeno clube californiano. Para ser mais improvavél, eles executaram músisca do novo disco, como essa abaixo: “These Days”.
Boa né?! Agora é esperar pelo novo disco.
Tinha um certo preconceito pelo show deles. Sou bem fã dos discos, mas aquela atitude blasé em que liam trechos de livros no palco, não cola comigo. Mas, para a minha satisfação, errei e por muito: o show do Belle and Sebastian é um dos espetáculos que de cult só tem a fama.
Às 21h, pontualmente, no Luna Park, em Buenos Aires, as luzes se apagam e a trupe entra no palco e se inicia o espetáculo da banda irlandesa. Se eles queriam ser cult, foram bem meia-boca. O Stuart Murdoch pulando no meio da plateia e subindo pelas arquibancadas cantando, tava mais pra o pop que o Bono, ou quase lá.
O show começou com a boa música de abertura do mais recente ábum, Write About Love. Este não é o melhor CD da banda, mas briga forte pela segunda posição; já que o The Boy with the Arab Strap parece ser ainda intocável no primeiro lugar. Mas a primeira música do espetáculo “I didn’t see it coming” mostra uma face que você descobre com o Belle and Sebastian em cima do palco: músicas que trazem uma animação tímida, no ao vivo tomam cores e você nunca mais consegue ouvir aquela música como se não fosse a mais animada, sem que bata os pés no chão e cante involuntariamente trechos.
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Make me dance, I want to surrender
Your familiar arms, I remember
We’ve been going transcontinental
Got no car, we just take a rental
E o show seguiu como os fãs queriam. Pelo menos da onde eu estava parecia que estavam gostando. A plateia subiu em cima do palco, sucessos antigos, as músicas boas do novo disco, diálogos com o público, enfim… o pacote completo para que as milhares de pessoas que estavam naquela arena argentina voltassem com o sorriso no rosto para casa e as músicas em looping na cabeça.
E um bom show deixa dessas coisas. O show do Belle and Sebastian deixa as músicas deles mais belas. Assistir esse show nas terras portenhas tem o seu valor: como é bom sair de um show bacana e sabendo que você pode esticar para tomar um bom vinho com empanadas a preços módicos. Pensando bem, o show me fez pensar que Buenos Aires é ainda mais bacana! Para quem começou o texto subestimando a apresentação do Belle and Sebastian, parece que me conveceram. Pelo jeito, sim. Porque como diz aquele cara com um relógio de pulso grande e que é apresentador de tevê: “quem sabe faz ao vivo”.
Amy, Amy, Amy… Sim, pelo visto o a maior nome do Soul dos últimos anos vem ao Brasil: Amy Winehouse. Depois de dois CDs que já entraram para a história da música negra – Frank e Back to Black - e também depois de muitas capas de jornais, quilos perdidos, escandalos diários para os tablóides ingleses e clínicas de reabilitação, a talentosa moça londrina chega ao Brasil para a esperada turnê.
O show da Winehouse acontecerá em quatros cidades: São Paulo, Florianópolis, Recife e Rio de Janeiro. Nessas três primeiras cidades o show virá pelo festival Summer Soul, que conta com duas ótimas surpresas no line up, Janelle Monáe e Mayer Hawthorne. No Rio de Janeiro o show não contará com a estrutura do festival, será o show da Amy Winehouse e com a abertura da também fantastica Janelle Monae.
Janelle Monáe torna ainda mais imperdivel esses show. Para quem – como eu – é fã de um bom Soul, essa cantora traz com qualidade e frescor a boa música negra.
Confira as datas:
Florianópolis – dia 8 de janeiro no Summer Soul Festival
Rio de Janeiro, dia 11 de janeiro
Recife, dia 13 de janeiro, no Summer Soul Festival
São Paulo – dia 15 de janeiro, no Summer Soul Festival
Os ingressos estarão a venda com preços que variam de 100 a 700 reais para ver a Londrina em terras brasileiras. As entradas estarão à venda pelo site www.livepass.com.br e pelo telefone 4003 1527 (custo de ligação local).

Se não fosse pelo suspensório e pela calça de cintura alta, diriam que tinha um jovem ali em cima do palco. Doce ilusão, o Paul nos fez sentir que estávamos num show de um artista empolgado com a música, como se fosse ontem, como se estádios lotados não fossem sua vida desde sempre.
Mas quem estava ali em cima do palco era Paul McCartney, Macca, Sir. Paul McCartney, whatever. Um dos caras que contribui para a criação de tudo que entedemos de música pop hoje: turnês, conceitos de álbuns, vídeo clipes, gravações de discos e muita coisa. Isso importa para poucos [e detalhistas] fãs de música.
O maior legado de Paul McCartney para a música são suas canções, suas parcerias e o coração grande de quem, desde muito jovem, fez da sua rotina falar para as pessoas o que elas nunca achavam palavras para se entender; e lá vinha um menino de Liverpool e pronto.
Do seu pai até você – mesmo você se achando muito moderno –, o Paul consegue fazer vocês dois chorarem do mesmo jeito quando encosta os dedos cansados no piano e começa “When i find myself in times of trouble, mother Mary comes to me, speaking words of wisdom, let it be”. As lágrimas escorrem quando se repete quase como mantra Let it Be! “There Will be na Anwser, Let It Be”.
Não deve ser fácil abrir o coração para um estádio cheio e contar detalhes – em forma de música – de sua relação com o seu amigo de infância ["Here Today"] que foi assassinado loucamente por um lunático.
Nem deve ser fácil também cantar para milhares de pessoas, como se estivesse no piano em seu quarto escuro, a música que fez para a sua ex-esposa que morreu precocemente. Nada disso deve ser fácil, mas Paul deve saber bem disso. É para poucos a arte de cantar “Take a sad song and make it better” e realmente fazê-lo.
E cantar uma das músicas mais bonitas da música pop, de um cara que ele sempre cuidou como um irmão mais novo e tocá-la com o Ukelele dado por Harrison antes de morrer a Paul e que, desde então, ele sempre toca “Something” com ele. No fundo, parece que Macca tem um carinho de irmão mais velho com todos: faz com que todo mundo cante, anima o coro dos felizes depois das músicas, volta duas vezes para o bis para tocar uma música como Yesterday, que deve estar cansado de tocar, mas parece saber como é importante para quem está do outro lado.
Fãs do ieieiê, Wings, hippie, psicodélica ou qualquer outra fase que você acha que os Beatles e o Paul McCarteny tiveram, elas todas entraram no show. Desde a atual Dance Tonight até a All My Loving, o Sir fez um setlist que durou quase três horas, entre músicas e cantarolações junto com a plateia.
A apresentação é um dos espetáculos mais fantásticos do famigerado showbusiness, basta assistir à épica música para a trilha de 007: “Live and let Die”.
Longe dos fogos de artifícios disparados por cima do palco, estava a festa dentro de cada fã, ali no Estádio do Morumbi. Mesmo após o fim do show, os fãs foram embora cantando o trecho libertador de Hey Jude. Sabe o ”Na, na na na na na, na na na, Hey Jude“? Então, todo mundo cantando pelos corredores do estádio como se o show tivesse terminado, mas como se estivesse levando alguma coisa diferente daquele momento. Talvez um: “Remember, to let her into your heart,then you can start, to make it better.”

Longe dos pomposos estúdios californianos o grupo Wilco se reúne para gravar seus álbuns em um loft num bairro de Chicago, cidade natal da banda. A banda que tem como o frontman e compositor Jeff Tweedy disponta com uma das melhores surpresas da última década – apesar de já estarem ‘na ativa’desde a década de 1990.
Mas em 2002, com o álbum Yankee Hotel Foxtrot, a banda conseguiu chegar a um lugar em que poucos artistas chegaram: colocar um álbum na galerias dos álbuns míticos da música pop. A gravação do álbum foi muito tumultuada e teve uma birga pública entre gravadora e a banda, como pode se ver no documentário I Am Trying to break your Heart.
Mas o cenário da onde foi gravado esse lendário álbum, continua sendo o mesmo dos ensaio da banda hoje: um loft em um bairro bem low profile de Chicago. O lugar específico onde fica não é divulgado e os poucos fãs que conhecem mantém o segredo intacto.
O estúdio-loft é uma espécie de fortaleza da banda e onde eles produzem e gravam boa parte da produção músical deles. Para os fãs de música, o lugar é como a Fantastica Fábrica de Chocolate; só que em vez de chocolate, o lugar é recheado de guitarras, violões, teclados, controladores midis, livros e etc. Tudo aquilo que todo garoto que já quis se roqueiro pensou em ter um dia.
O lugar é inspirador para para quem gosta de decoração, música e para quem se tornou fã da banda.
Eu sei que não tenho nada a ver com isso, mas roqueiro que passa lápis no olho [ou sei lá o que seja aquilo] já me inspira desconfiança. Eu fico imaginando: roqueiros devem ter muita coisa para fazer no camarim antes do show – uma delas é evitar que fiquem tão mal a ponto de não subir no palco – certamente atrasar o show para ver se sua maquiagem está boa não é uma delas, pelo menos na minha fertil imaginação.
Mas o cansado Rock ‘N Roll prega suas peças. O Green Day que há anos é acusado de ser vendido, se tornando comercial demais – muitas coisas com razão ou não – fez um dos shows mais pulsantes do rock neste ano.
Há 12 anos sem pisar no Brasil para shows, – da última vez que a banda veio ao Brasil Billie Joe ainda não passava lapis no olho – o Green Day surpreendeu incluindo mais cidades em sua agenda do que as tradicionais cidades brasileiras que recebem turnês internacionais. Porto Alegre, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo foram as cidades que receberam o show dos californianos. Praticamente 3 horas de show. Claro que não sozinhos, pessoas da plateia subiram no palcos em algumas músicas e assim foi. Isso mesmo: 3 horas. Agradando desde os skateistas que ouviam Dookie no meio década de 1990 até os adolecentes que acompoanhavam American Idiot pela MTV. Públicos diferentes para a mesma banda. Como se não bastassem essas misturas, ainda coube no repertório o rock de outras gerações, como ‘Iron Man’ [Black Sabbath], ‘Rock N’ Roll’ [Led Zeppelin], ‘Sweet Child o Mine’ [Guns N' Roses], ‘Highway to Hell’ [AC/DC], ‘Satisfaction’ [Rolling Stones] e ‘Hey Jude’ [Beatles].
Deu pra perceber que pelas músicas que o Green Day foi político [no bom sentido], e conseguiu fazer bem o que, no minimo, se espera de um show de rock: emoção. Por isso, o incrível show do Green Day no Brasil foi mais do que um espetáculo de rock de roqueiros na crise de meia idade, mas um pedido de desculpa [não pelo lapis de olho] pelos 12 anos que ficaram sem passar por aqui. Que não demore tanto para a próxima vez.
Com a eminente vinda do último Beatle no Brasil – ok. convenhamos… o Ringo é aquilo né: sempre vai ser um Beatle, mas sei lá – vale a pena rever o último show do grupo em púbico.
O famoso Rooftop Concert, que foi terminado precocemente pelos policiais britânicos, foi gravado e entrou para a história. Muitas coisas já estavam ali nas entrelinhas dos relacionamentos pessoais dos integrantes – isso fica claro para quem leu algumas entrevistas dos últimos anos do Beatles ou até mesmo o livro do Bob Spitz.
No entanto, fica claro que quando os amplificadores estavam ligados tudo virava surreal. A magia que era, mesmo em meio ao caos dos relacionamentos do fab four, eles se entregavam ao som quando tocavam.
Para aquecer a turnê Up and Coming Tour, que visita o Brasil, vale rever um dos momentos emblemáticos do Paul McCartney.
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