Amy, Amy, Amy… Sim, pelo visto o a maior nome do Soul dos últimos anos vem ao Brasil: Amy Winehouse. Depois de dois CDs que já entraram para a história da música negra – Frank e Back to Black - e também depois de muitas capas de jornais, quilos perdidos, escandalos diários para os tablóides ingleses e clínicas de reabilitação, a talentosa moça londrina chega ao Brasil para a esperada turnê.
O show da Winehouse acontecerá em quatros cidades: São Paulo, Florianópolis, Recife e Rio de Janeiro. Nessas três primeiras cidades o show virá pelo festival Summer Soul, que conta com duas ótimas surpresas no line up, Janelle Monáe e Mayer Hawthorne. No Rio de Janeiro o show não contará com a estrutura do festival, será o show da Amy Winehouse e com a abertura da também fantastica Janelle Monae.
Janelle Monáe torna ainda mais imperdivel esses show. Para quem – como eu – é fã de um bom Soul, essa cantora traz com qualidade e frescor a boa música negra.
Confira as datas:
Florianópolis – dia 8 de janeiro no Summer Soul Festival
Rio de Janeiro, dia 11 de janeiro
Recife, dia 13 de janeiro, no Summer Soul Festival
São Paulo – dia 15 de janeiro, no Summer Soul Festival
Os ingressos estarão a venda com preços que variam de 100 a 700 reais para ver a Londrina em terras brasileiras. As entradas estarão à venda pelo site www.livepass.com.br e pelo telefone 4003 1527 (custo de ligação local).

Se não fosse pelo suspensório e pela calça de cintura alta, diriam que tinha um jovem ali em cima do palco. Doce ilusão, o Paul nos fez sentir que estávamos num show de um artista empolgado com a música, como se fosse ontem, como se estádios lotados não fossem sua vida desde sempre.
Mas quem estava ali em cima do palco era Paul McCartney, Macca, Sir. Paul McCartney, whatever. Um dos caras que contribui para a criação de tudo que entedemos de música pop hoje: turnês, conceitos de álbuns, vídeo clipes, gravações de discos e muita coisa. Isso importa para poucos [e detalhistas] fãs de música.
O maior legado de Paul McCartney para a música são suas canções, suas parcerias e o coração grande de quem, desde muito jovem, fez da sua rotina falar para as pessoas o que elas nunca achavam palavras para se entender; e lá vinha um menino de Liverpool e pronto.
Do seu pai até você – mesmo você se achando muito moderno –, o Paul consegue fazer vocês dois chorarem do mesmo jeito quando encosta os dedos cansados no piano e começa “When i find myself in times of trouble, mother Mary comes to me, speaking words of wisdom, let it be”. As lágrimas escorrem quando se repete quase como mantra Let it Be! “There Will be na Anwser, Let It Be”.
Não deve ser fácil abrir o coração para um estádio cheio e contar detalhes – em forma de música – de sua relação com o seu amigo de infância ["Here Today"] que foi assassinado loucamente por um lunático.
Nem deve ser fácil também cantar para milhares de pessoas, como se estivesse no piano em seu quarto escuro, a música que fez para a sua ex-esposa que morreu precocemente. Nada disso deve ser fácil, mas Paul deve saber bem disso. É para poucos a arte de cantar “Take a sad song and make it better” e realmente fazê-lo.
E cantar uma das músicas mais bonitas da música pop, de um cara que ele sempre cuidou como um irmão mais novo e tocá-la com o Ukelele dado por Harrison antes de morrer a Paul e que, desde então, ele sempre toca “Something” com ele. No fundo, parece que Macca tem um carinho de irmão mais velho com todos: faz com que todo mundo cante, anima o coro dos felizes depois das músicas, volta duas vezes para o bis para tocar uma música como Yesterday, que deve estar cansado de tocar, mas parece saber como é importante para quem está do outro lado.
Fãs do ieieiê, Wings, hippie, psicodélica ou qualquer outra fase que você acha que os Beatles e o Paul McCarteny tiveram, elas todas entraram no show. Desde a atual Dance Tonight até a All My Loving, o Sir fez um setlist que durou quase três horas, entre músicas e cantarolações junto com a plateia.
A apresentação é um dos espetáculos mais fantásticos do famigerado showbusiness, basta assistir à épica música para a trilha de 007: “Live and let Die”.
Longe dos fogos de artifícios disparados por cima do palco, estava a festa dentro de cada fã, ali no Estádio do Morumbi. Mesmo após o fim do show, os fãs foram embora cantando o trecho libertador de Hey Jude. Sabe o ”Na, na na na na na, na na na, Hey Jude“? Então, todo mundo cantando pelos corredores do estádio como se o show tivesse terminado, mas como se estivesse levando alguma coisa diferente daquele momento. Talvez um: “Remember, to let her into your heart,then you can start, to make it better.”

Eu sei que não tenho nada a ver com isso, mas roqueiro que passa lápis no olho [ou sei lá o que seja aquilo] já me inspira desconfiança. Eu fico imaginando: roqueiros devem ter muita coisa para fazer no camarim antes do show – uma delas é evitar que fiquem tão mal a ponto de não subir no palco – certamente atrasar o show para ver se sua maquiagem está boa não é uma delas, pelo menos na minha fertil imaginação.
Mas o cansado Rock ‘N Roll prega suas peças. O Green Day que há anos é acusado de ser vendido, se tornando comercial demais – muitas coisas com razão ou não – fez um dos shows mais pulsantes do rock neste ano.
Há 12 anos sem pisar no Brasil para shows, – da última vez que a banda veio ao Brasil Billie Joe ainda não passava lapis no olho – o Green Day surpreendeu incluindo mais cidades em sua agenda do que as tradicionais cidades brasileiras que recebem turnês internacionais. Porto Alegre, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo foram as cidades que receberam o show dos californianos. Praticamente 3 horas de show. Claro que não sozinhos, pessoas da plateia subiram no palcos em algumas músicas e assim foi. Isso mesmo: 3 horas. Agradando desde os skateistas que ouviam Dookie no meio década de 1990 até os adolecentes que acompoanhavam American Idiot pela MTV. Públicos diferentes para a mesma banda. Como se não bastassem essas misturas, ainda coube no repertório o rock de outras gerações, como ‘Iron Man’ [Black Sabbath], ‘Rock N’ Roll’ [Led Zeppelin], ‘Sweet Child o Mine’ [Guns N' Roses], ‘Highway to Hell’ [AC/DC], ‘Satisfaction’ [Rolling Stones] e ‘Hey Jude’ [Beatles].
Deu pra perceber que pelas músicas que o Green Day foi político [no bom sentido], e conseguiu fazer bem o que, no minimo, se espera de um show de rock: emoção. Por isso, o incrível show do Green Day no Brasil foi mais do que um espetáculo de rock de roqueiros na crise de meia idade, mas um pedido de desculpa [não pelo lapis de olho] pelos 12 anos que ficaram sem passar por aqui. Que não demore tanto para a próxima vez.
Os ingressos para o show de São Paulo da Up and Coming Tour serão vendidos pela Ingresso.com. A pré-venda, entre os dias 15 e 20 de outubro, será um dos benefícios exclusivos para os Clientes Bradesco Cartões, que poderão ainda parcelar as compras com os Cartões de Crédito Bradesco e American Express Membership Cards em até quatro vezes sem juros. No dia 21 de outubro será aberta a venda geral para todo o público.
As vendas serão realizadas pelo site ingresso.com, ou pelo telefone 4003-3222 (ligação local de qualquer parte do Brasil). O horário de atendimento do call center será das 09h às 21h, todos os dias da semana.
A partir do dia 18 de outubro, será possível comprar ingressos também na bilheteria do estádio do Pacaembu (Rua Prof. Passalaqua, s/n.). As bilheterias estarão abertas diariamente, das 9h às 17h, mas não funcionarão nos dias de jogo.
Estarão disponiveis ingressos de R$ 140,00 a R$ 700,00 (preço de inteira). Cada pessoa CPF poderá comprar no máximo seis ingressos.
A classificação etária do show é 14 anos. Para o caso de menor de idade desacompanhado dos pais, será necessário que o pai ou mãe do menor imprimam uma autorização que estará disponível no site, indicando o responsável legal maior de idade e levá-la devidamente preenchida e com a firma reconhecida no dia do evento para que o menor possa ter acesso ao local do show acompanhado do responsável legal. O termo que autoriza a entrada do menor encontra-se no site da Ingresso.com.
No site da Ingresso.com haverá um canal online de SAC exclusivo para o show de Paul McCartney.
fonte: assessoria de imprensa
Assim é o concerto/show do Vitor Araújo. Pernambucano que não larga suas raízes, visse? Em Junho estive no Tom Jazz para o lançamento da nova turnê do pianista: 1º ato – Paixão e Fúria (ou a angustia).
Misturado composições e releituras já conhecida do público do pianista, como a versão de Paranoid Android, o músico apresentou novas peças e agradou.
Munido não só de acordes, mas também de palavras, Vitor apontava contra o pragmatismo de alguns artistas com anéis de ‘doutores’ e trazia suas ricas raízes culturais para a plateia que se formou no bar paulistano.
O show não é só música. É interpretação. É lirismo. É arte. Durante 1h Vitor Araújo foi do racional ao emocional. E fez tudo o que a arte se propões [de acordo com os pragmáticos]: fazer pensar.
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Sonho de adolescência realizado. Eu tava ali, bem perto do palco. Se aquele cuspe que o Steven Tyler dá no clipe de Crazy se repitisse, cairia ali, há alguns metros de mim [ainda bem!]. Usando a gíria dos maloqueiros, fui iniciado no rock com os vídeos-clipes do Aerosmith. Eu já ouvia rock, mas vendo os riffs, os solos e a atitude de Tyler, tive o start que precisava para explorar o mundo do rock na minha adolescência. Start que me levou pra frente e até deixe [em certos momentos] o rock para trás.
Em 1997, Comprei uma guitarra, e também o disco Nine Lives.
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No último sábado estive, junto com milhares de pessoas, no estádio Palestra Itália para o show do Aerosmith.
O show foi inexplicável e poderoso. Mesmo com a regulagem do som abaixo do ideal, deu pra entender o porquê o Aerosmith é uma das bandas mais expressivas em cima do palco.
Nota mental: O Steven Tyler é, sem duvida, o maior front man de banda que já vi.
Nota mental 2: Voltar a ouvir discos como Get a Grip. Rock N´ Roll in natura.
Nota mental 3: Não esquecer a nota mental 2.

Depois de uma trip aos trancos e barrancos pelos pubs undergroud dos EUA, chega neste mês, no Brasil, a banda Little Joy. Formada pelo ex-futuro-hermano (Amarante), Moretti (Strokes) e Binki Shapiro (esposa de Moretti). Todos os músicois são multi-instrumentistas e fazem uma brincadeira organizada em cima do palco. Despois de excursionarem pela terra do tio sam tocando pra poucas dezenas de pessoas, e , no mês passado, com uma turnê melhor produzida ao redor da europa, a banda de dupla nacionalidade chega ao Brasil. Mas por aqui o Little Joy chega com pompa de grande atração.
Os ingressos das duas aprentações em São Paulo se esgotaram em poucos dias, e haverá uma apresentação extra da banda na capital paulista.
[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=mhPREStJlTg]
O disco tem uma levada despretenciosa e natural. Esse é um daqueles disco que acompanha algum momento feliz, ou torna um momento mais feliz. Os slides da guitarra de Brand New Start, ou o reggae de No One´s Better Sake, ou a própia baladinha com um violão de cordas de nylon de Play the Part, fizeram que o disco oscilasse em melodias e sentimentos, passando por uma viagem de emoções que começa com The Next Time Around e termina com Evaporar.
Para quem não conhece o albúm, vale a pena pegar uma carona e curtir cada música.contato@plugdeouvido.com