Já colocamos aqui alguns desses pôsteres, mas aí vai a coleção completa. muito bom!
E aí, gostou mais de qual?
Assim é a divulgação do Kent State Folk Festival: tirando oum sarro de consumo de música somente pela internet. Fiquei bem fã da campanha. A internet é uma mão na roda para o acesso de muita coisa bacana relacionada a música, mas nada substitui a experiência dos shows. Sou bem suspeito para falar, por que o ponto mais forte do envolvimento com a música, para mim, é o ao vivo.
Mas de qualquer forma essa campanha foi certeria e com um humor elegante, brincando com a própria xôxo-media e um certo comodismo dela.
Criada pela agência argentina Weareplace, a campanha feita em pôsteres e tipografia fala sobre as redes sociais e seus usos. No site da empresa tem exemplo de trabalhos legais ligados a tecnologia e audiovisual.
A proposta é simples e fascinante: fazer um paralelo entre ícones visuais dos dois lugares mais chamosos do mundo – a ilha de Nova Iorque e Paris. O Blog ParisvsNYC faz comparativos em forma de design de detalhes da rotina dessas cidades do velho e do novo continente.
Uma dose de inspiração e nostalgia para quem já passou por lá. Na verdade, uma nostalgia até para quem não foi. Mesmo sem ir, quem não sente que conhece bem Paris e Nova York de tantas referências sobre elas?
Olha só:
depois de tantas séries minimalistas que já rolaram por aí… chegou a vez das músicas:
Thriller
Video Killed the Radio Star
Around The World
Davil’s Haircut
Scar Tissue
Hey Boy, Hey Girl
Frozen
Enjoy the Silence
Sabotage
publicado na paradoxo.me. Vai lá!
Se você pudesse desenhar a sua canção favorita em traços e cores? Tá bom, uma canção é muita coisa. Um trecho, um refrão ou um acorde. Aquilo que te emociona. Como seria visualmente aquela frase sonora que te dá arrepios ou aqueles suspiros gostosos de se dar? A Daniela Hasse fez disso uma profissão; na verdade, isso a transformou em uma profissional. Mas as coisas não são tão simples quanto pode parecer pela história que essas linhas vão contar. Esta é a história de paixão pela música que a fez descobrir o que queria ser – e se tornou.
Os Pixies, Wilco, Blur, Weezer. Talvez poucos destes entendam de artes gráficas, mas Daniela encontrou também neles os traços para transformar em desenhos suas paixões. Uma paixão que impulsionou a outra: a música e as artes plásticas. “Eu sempre tive isso de desenhar música. Pegava um trecho que eu gostava da música, desenhava e colocava no meu Fotolog. Eu era bem novinha”.
Daniela Hasse, ou, simplesmente, Dani Hasse, tem despontado como uma das boas surpresas nacionais pra quem curte pôsteres. Ela já assinou a arte de cartazes de shows de nomes como Rainbow Arábia, Cidadão Instigado, Lulina, entre outros. Para quem acha que é moleza tocar a vida fazendo pôsteres de banda, Dani já avisa: “eu faço pôsteres, mas não é só com isso que tiro a minha grana pra viver. Faço outros jobs de design e ilustrações. As bandas que eu curto não têm muita grana, é o underground, então eu pego outros jobs para continuar podendo fazer esses trabalhos que eu curto muito”.
Entre um cigarro e outro, sentada no chão de sua casa, vigiada de perto pelos seus gatos – Six e Ramona – com uma parede que mais parece um backdrop artístico, com vários trabalhos de design pendurados, ela se sente otimista com o futuro do mercado para seu tipo de arte.
“A internet tem, na verdade, aumentado as oportunidades para o trabalho. Hoje chegam pedidos de ilustrações de background para MySpace, Twitter, ilustrações para blogs, encartes virtuais de CD, além dos tradicionais jobs”.
do começo
Sua escola foi a moda. Sem o domínio da parafernália tecnológica, se arriscou em um teste para fazer estampas na Colcci e passou. “Hoje tem muita gente que domina muito a parte técnica, mas não tem o domínio do básico, do desenho”. Após sair da Colcci, foi parar na Hering, em Blumenau, só que em seguida, foi transferida para São Paulo, onde continua, e pretende ficar “até ficar bem velhinha”.
Apesar de ter saído do vaidoso ramo de moda, continua a colaborar com estampas para camisetarias online, onde os modernos montam parte do seu guarda-roupa.”Já pensei, sim, em ter uma camisetaria. Eu comecei no ramo e conheço bem os processos. Mas hoje estou apertada de tempo para enviar as estampas para a Elephant por causa dos jobs de design que faço”.
voltando a falar de música
A indústria fonográfica mal consegue pensar em soluções para a lama que está se afundando. Mas artistas como a Daniela Hasse já faz hoje, idéias que alguns ainda acham que falta muito para acontecer. “Alguns trabalhos como encarte virtuais para álbuns já surgem, como o que eu fiz para o We Music. São coisas que tão surgindo e parece que haverá mais espaço”, comenta Daniela.
O que vai acontecer, a gente não sabe, né? Mais sempre há espaço para a arte gráfica junto à música, elas andam lado-a-lado. Algumas capas de discos ficaram tão conhecidas como os álbuns. Lembra da capa do The Velvet Underground and Nico? Nervemind, do Nirvana? Sgt. Peper´s, dos Beatles? The Dark Side of the Moon, Pink Floyd. É o visual dando traços e curvas ao sonoro.
Se as artes plásticas ligada com a música vão ficar apenas no seu avatar, ou no background do Twitter ou do MySpace, no email que chegue pra você ou na tela do seu ipod… Ninguém sabe. Mas é certo que vai precisar de pessoas com sensibilidade pra colocar isso em cores, para que todos possam enxergar com os olhos algumas notas da canção.
Letras de músicas não estão só em camisetas velhas na Galeria Ouro Fino. O Designer Mico uniu o que mais gosta – musica e tipografia – e faz um trabalho muito bacana de posteres com letras de musicas.
Em seu trabalho – que é pura diversão – ele tenta brincar com fontes bacanas que aplica em trechos de músicas. O portfolio musical dos cartazes tem coisa boa pra caramba: Dave Matthews Band, Bob Dylan, J. Cash, John Lennon, Beatles, Sondre Lecher, Jay Z, Rolling Stones, entre outros.
O projeto, que leva o nome Music Philosophy, é uma boa oportunidade para experimentar a música com os olhos.
contato@plugdeouvido.com