tape #41

E o ano passou…


Sondre Lerche – Heartbeat Radio

Mr. Little Jeans – Rescue Song

Jorge Ben – Bebete

Arcarde Fire – Ready To Start

Nina Becker – Volte Sempre

Mombojó – Antimonotomia

Bob Dylan – The Times They Are Changin’

Jorge Drexler – Cara B

The Ting Tings – Great Dj

Pixies – Nimrod’s Son

Kinks  - A Well Respected Man

Donavon Frankenreiter – It Don’t Matter

clipe papapa | mombojo

O clipe de estreia do terceiro álbum, Amigo do Tempo.

Direção – Fernando Sanches
Direção de Fotografia – Marcos Tseng
Produção – Guilherme Valiengo
Coreografia – Gabi Gonçalves
Assistente de direção – Juliana Cabral
Figurino – Giovanna Moretto
Produção de elenco – Cintia Cappellano
Elenco- Chiquinho, Marcelo, Vicente, Samuel, Felipe S., Francine Missaka e Anderson Alexandre
Computação Gráfica – Alexandre Jum, Felipe Castanhari, Fernando Pires dos Santos Filho, Gustavo Eggert Boehs e Gustavo Braga
Arte conceitual (robô) – Bruno Farneze e Chrystie Lira
Segunda assistente de direção – Marcela dos Santos Guimarães
Grafismo – Vanessa Lobo e André Almeida
Assistentes de produção – Ronye Quintieri e Bruno Pirozzi
Maquiagem – Junior Branco
Story Board – Rodrigo Leão
Correção de cor – Alex Yoshinaga
Edição e Pós Produção – Fernando Sanches
Uma Produção – Sinestesia
Agradecimentos – Vitor Cervi, Evoke e a todos que ajudaram.

tape [convida] #24


A playlist de hoje foi montada pelo Marcelo Machado, guitarrista do Mombojó. Com muito Soul e até música do Erasmo Carlos, a seleção de música tá alto nível.

Ouça aí!!

entrevista mombojo | amigo do tempo

Um dos lançamentos mais bem comentado do ano é do pessoal do Mombojó. Depois de um longo período, os pernambucanos entregam o Amigo do Tempo para os fãs. Um álbum tão bem cuidado que parece que o tempo foi amigo nessa produção.

O blog Plug de Ouvido entrevistou o guitarrista do Mombojó, Marcelo Machado, que conta mais detalhes da produção do novo CD.

E na próxima segunda tem uma Tape feita pelo camarada. Espere que vem mais coisa boa na segunda.

Abaixo a entrevista

Plug de Ouvido: Por vocês terem tocado algumas musicas antes, a impressão que dá é que o álbum foi feito em diferentes momentos. Foi por ae?

Marcelo Machado: Sim, começamos a gravar em Janeiro de 2009.

PdO: O Amigo do Tempo foi pensado num significado único que une as músicas ou cada canção é um recorte indepedente?

MM: Nós compomos cada música de forma bem singular, o título Amigo do Tempo foi escolhido por ser o título de uma das músicas do disco.

PdO: Qual foi o motivo do longo tempo entre as gravações de Homem Espuma e Amigo do Tempo?

MM: Porque tivemos alguns percalços nesse período, primeiro a morte de Rafa em 2007 e a saída de Marcelo Campello em 2008. Só depois da saída de Marcelo que começamos a ter a vontade de gravar um novo disco. O Amigo do Tempo foi feito sem nenhum incentivo financeiro vindo de editais, para gravar o disco tivemos que bancar todo o processo. Isso também atrasou o lançamento.

PdO: A Internet sempre esteve muito presente nas divulgações da banda. Como tem sido o feed back deste lançamento na web? É uma via que vocês ficam mais a vontade de se comunicar?

MM: O que eu mais estou gostando é que muita gente está escutando o nosso novo disco devido ao fácil acesso que nós disponibilizamos aos ouvintes. Tenho escutado muitos comentários a respeito do disco pelo twitter e acho isso bem importante no processo de lançamento de um disco. Nosso site é o nosso maior meio de comunicação com nosso público, é lá que eles podem acompanhar o que a gente tá fazendo pelo nosso blog, baixar nossos discos, comprar algum produto de nossa loja e também manter contato com a banda.

PdO: Teve participação de músicos convidados nesse álbum, qual é o significado especial de contar com a colaboração de um músico em seu álbum?

MM: Nesse disco nós procuramos as participações de acordo com as necessidades das músicas. Cada convidado teve um papel muito importante no arranjo do disco.

PdO: Influencia na hora da criação da música a forma com ela vai ser recebida pelo público quando ela for executada ao vivo. Por exempo, Antimonotomia é uma música que deve incendiar os shows. Há essa preocupação “do aovivo” quando se trabalhou as músicas do amigo do tempo?

MM: Não. Nós sempre compomos as músicas e o efeito que elas têm nos shows a gente vai sentindo depois do lançamento.

PdO: Mesmo tendo tocado algumas músicas antes – como Justamente – hoje quando toca essas músicas em shows tem outro sentindo?

MM: Com certeza, o arranjo é diferente do que a gente tocava antes e também sabemos que as pessoas ouvem o disco em casa, isso deixa o ouvinte mais curioso para conferir a versão ao vivo das músicas.

PdO:  A produção e a gravação foram feitas aos poucos, em um longo espaço de tempo. Você acha que é o ideal, que vai amadurecendo o álbum?

MM: Não necessariamente. No nosso caso eu acho que foi importante o tempo para a maturação do disco. Mas existem discos que foram gravados em bem menos tempo e são geniais.

PdO: Vocês acompanham o que rola na internet, novas músicas, virais, etc. Essa linguagem influencia de alguma forma o trabalho da banda?

MM: Eu acompanho. Acho que influencia um pouco na forma de divulgação de nossas notícias. O blog da gente é um bom exemplo disso.

PdO:  Para terminar, se você pudesse ir a um show de qualquer artista em qualquer época, qual você iria?

MM: Stevie Wonder na década de 70.

album amigo do tempo

Saiu o terceiro CD do Mombojó, Amigo do Tempo. Esse é o primeiro álbum desde Homem Espuma (2006).

Baixe o álbum completo no www.mombojo.com.br ou faixa-a-faixa nos links abaixo.

“Entre a União e a Saudade”

“Antimonotonia”

“Passarinho Colorido”

“Justamente”

“Qualquer Conclusão”

“Praia da Solidão”

“Casa Caiada”

“Aumenta o Volume”

“Triste Demais”

“Amigo do Tempo”

“Papapa”

mais mombojo

Para quem não viu ainda, um pequeno documentário sobre a produção do próximo álbum do mombojo: Amigo do tempo.

Ficou bem bacana as imagens e traz trechos de canções, além da atmosfera da criação desse álbum.

Confere aí!

novo cd do mombojo

Enfim o tão esperado álbum. Pela música e o doc que rolou na net, parece que a espera vai valer a pena.

Abaixo, o release do novo álbum.

AMIGO DO TEMPO É O NOVO CD DA BANDA MOMBOJÓ.

Caso o tempo fosse simplesmente a somatória de instantes matematicamente marcados numa linha, o que passou teria ficado definitivamente para traz. Mas a MOMBOJÓ insiste em pregar peças no tempo e reinventá-lo em outros sentidos. Quem é AMIGO DO TEMPO se interessa menos pela soma dos instantes e muito mais pela duração das coisas, pelo fluxo contínuo das regularidades que fazem emergir o novo, pela mudança que nos faz reconhecer até aquilo que permanece, como a lembrança dos amigos queridos.

Depois de quase dez anos de trabalho, dois CDs muito bem recebidos pelo público e críticos (NADADENOVO, 2004; HOMEM-ESPUMA, 2006), alguns prêmios importantes ( duas vezes melhor banda da associação paulista de críticos de arte, 2005 e 2006) , participação em dezenas de festivais ( inclusive várias edições do ABRIL PRO ROCK e TIM FESTIVAL), além de outras inúmeras histórias para contar ( em shows, redes sociais, coletâneas e DVDs , como no MTV APRESENTA, 2008), a MOMBOJÓ lança o disco que dá um loop no tempo e faz o agora quinteto retornar às origens da banda independente, ao mesmo em que traz o futuro para o presente de uma maturidade conquistada com muita disciplina.

Nesse disco, Felipe/Chiquinho/Samuel/Marcelo/Vicente nos provocam com a possibilidade de um passado que está à nossa frente, pois podemos ver de novo algumas coisas que a MOMBOJÓ já fez, e de um futuro que nos persegue com a maravilhosa incerteza e novidade daquilo que ainda vamos experimentar. A montagem e produção deste disco têm essa marca do tempo: as faixas foram gravadas ao longo dos três últimos anos em pelo menos oito estúdios diferentes alguns montados do zero, como no cenário de uma granja na cidade de ALDEIA (Recife- PE). A banda incluiu neste novo trabalho, arranjos com mais instrumentos que aqueles usados nos dois CDs anteriores, executados por uma dezena de convidados, inclusive da Orquestra Jovem do Conservatório Pernambucano de Música e da Orquestra Sinfônica do Recife. A produção musical foi meticulosamente tecida entre a própria banda, Pupillo, Rodrigo Sanches e Evaldo Luna; tudo feito com recursos próprios, com a ajuda dos muitos amigos conquistados neste tempo , mas sem o patrocínio da lei ou contrato com gravadora.

AMIGO DO TEMPO também retoma sonoridades, estilos e recombinações que parecem estar em busca de um tempo perdido, impactantes como as lembranças que Marcel Proust conta das músicas de sua infância: “Talvez fosse porque não sabia música que viera a experimentar uma impressão tão confusa, uma dessas impressões que no entanto são talvez as únicas puramente musicais, inextensas, inteiramente originais, irredutíveis a qualquer ordem de impressões”. Na sequência, Proust completa esta passagem de “em de em busca do tempo perdido” como se descrevesse as harmonias e sutilezas rítmicas que marcam a música da MOMBOJÓ: “num lento ritmo ela, a música, o encaminhava primeiro por um lado , depois por outro, depois mais além para uma felicidade nobre, ininteligível e precisa.

Por outro lado, se você sabe música, certamente reconhecerá de novo, neste disco, as nuances de rock, bossa nova, eletrônica, jazz, além dos modos únicos e sempre inovadores da arquitetura musical da MOMBOJÓ. Mas este disco faz principalmente outra coisa com a música: usa-a como instrumento para aproximar as pessoas, para montar diálogos e possibilidades, para rever os amigos, mesmo os que já se foram.

No mais, depois de três anos juntando a grana, ensaiando, gravando, produzindo, mixando, finalizando e se divertindo muito com tudo isso, AMIGO DO TEMPO leva a marca do trabalho inquieto e paciente que faz valer o dístico “no fim da tudo certo, se ainda não deu certo é porque não chegou ao fim”, sabendo que “o fim” é apenas uma forma de dizer que todos almejamos ser amigos do tempo!

De Recife para todo mundo, calor absurdo, sonhando em dormir na geladeira.

Luciano Meira

entrevista | mombojo [marcelo machado]

No Brasil o mercado de trabalho concentra as principais oportunidades nos grandes centros, em especial, em São Paulo. No caso da música não é diferente.

Gaúchos, mineiros, baianos, pernambucanos e todo tipo de gente abandona o lar-doce-lar e se joga nos palcos de São Paulo e do Rio de Janeiro para fazer acontecer o que mais desejam: tocar; e, por que não, serem melhores remunerados pelo que fazem.

O blog Plug de Ouvido entrevistou vários músicos, e, dessa vez, o Marcelo Machado, da trupe do Mombojó, fala sobre o mercado brasileiro do showbusiness e a necessidade de se alocar no sudeste brasileiro para estar perto das grandes produções.

Plug de Ouvido: Como é a aceitação do público Pernambucano com os artistas regionais (no próprio estado)?

Mombojó: Os shows, que pelo menos eu frequento, são muito apreciados pelo público pernambucano, tanto do Mombojó quanto de outros artistas.

PdO: Como é aceitação dos shows em São Paulo?

M: Também é muito boa… uma das únicas diferenças que eu noto em relação aos dois públicos é que o público de São Paulo está mais acostumado a pagar para ir aos shows.

PdO: Quais elementos, no seu ponto de vista, atraem o público do sudeste para essa geração de músicos Pernambucanos?

M: Talvez a autenticidade dos artistas de Pernambuco, se você notar quase todas as bandas são muito diferentes entre si em Pernambuco.

PdO: O Brasil é um país imenso e com uma grande diversidade cultural, você acredita que há lugar para essa diversidade ou ela se reserva a pequenos espaços e predomina poucas manifestações artísticas?

M: Eu acho que há um espaço para a diversidade, mas ainda acho muito pequeno em relação aos artistas que predominam no mainstream da música brasileira. Eu acho que com as novas formas de divulgação, os ouvintes vão ter mais acesso aos artistas de forma geral.

PdO: Há um intercâmbio entre os músicos de Pernambuco? Como?

M: Eu acho que sim. Quase todos os artistas já participaram de projetos de outros artistas em Pernambuco, e se não tocaram juntos, pelo menos se conhecem de alguma forma.

PdO: Você acredita que é preciso morar em cidades como SP e RJ para poder ter as grandes oportunidades no meio artístico?

M: Infelizmente sim.

PdO: O que mais te agrada na cidade de São Paulo?

M: Eu gosto muito da dinâmica de trabalho que se têm em São Paulo. É uma cidade que se você procurar trabalho você tem uma chance muito grande de achar.

PdO: Qual foi a importância da Nação Zumbi para a consolidação de uma cena musical em Pernambuco?

M: Eu acho que o manguebeat é um movimento muito bom porque ele preza pela união dos artistas e ao mesmo tempo pela diversidade, então para artistas novos como o Mombojó, é muito gratificante fazer parte disso tudo. Muitas vezes nós já chegamos nos lugares “ganhando de 1 a zero” porque o nome de Pernambuco é muito valorizado por artistas de Recife e do Manguebeat como a Nação Zumbi e o Mundo Livre

música `Casa Caiada´, do próximo álbum da banda

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Bandeirantes Pernambucanos

Mombojo

Quando não vinham do Sul do País, os rebeldes da situação já eram conhecidos: a turma lá de cima, do Nordeste. Lá se vão muitos anos, coisa de século 19. E era do Sudeste, no Rio de Janeiro, que vinha a ordem: mandem as tropas para lá. E foi nesse vai-vem de querer a independência – e os pernambucanos tinham suas razões: pobreza generalizada e o pagamento de altos tributos ao Império – que muitas cabeças rolaram, literalmente.

Pernambuco, principalmente as cidades de Recife e Olinda, tinha sempre aquele estado de ebulição. Como uma das primeiras cidades brasileiras a se firmar ainda no tempo de colônia, os ideais liberais já tomaram conta dos pensadores das cidades, enquanto em outras regiões o que importava ainda era o Café-com-Leite.

Essa ebulição permanece até hoje, principalmente na área cultural das cidades. Por outro lado, a nova safra de artistas abandona as raízes separatistas e desbravam o País levando os fortes traços da cultura pernambucana, principalmente no grande centro brasileiro: São Paulo. “Temos uma carga cultural forte, própria de quem é do Recife. Isso é uma identidade. Uma marca”, comenta Lucio Maia, integrante da banda Nação Zumbi.

A banda Nação Zumbi, junto com a banda Mundo Livre S/A, foi o marco zero da referência pernambucana na cena pop brasileira; as duas bandas foram o porta-estandarte do movimento Manguebeat, o qual mistura rock, hiphop, maracatu e música eletrônica. Este ano, se completa os 15 anos do primeiro álbum do Chico Science e a Nação Zumbi, Da Lama ao Caos.

Pouco mais de uma década e meia após a consolidação do movimento pernambucano, por meio do manifesto do mangue, um punhado de bandas despontam bem cotadas nas noites paulistas. Mombojó, China, Eddie, 3 na Massa, Vitor Araújo, Seu Chico e DizMaia são apenas algumas das bandas que romperam a membrana de seu estado de origem e enchem casas noturnas pelo Brasil, principalmente no circuito alternativo paulistano. Quase toda semana uma banda pernambucana sobe aos palcos de alguma casa de show de São Paulo. E o sucesso não são pelas dancinhas esquisitas do China ou do Felipe S. – do Mombojó -, definitivamente.
O clube Studio SP se tornou a Meca daquela região na capital paulista, ‘vísse‘? Apesar de muitas atrações pernambucanas, o público é formado, basicamente, por paulistanos. Não é difícil encontrar algum dia do mês o show da 3 na Massa, Del Rey ou Seu Chico. “A diferença dos shows em São Paulo é que o público está mais acostumado a pagar para ir aos shows”, comenta o guitarrista do Mombojó Marcelo Machado sobre a diferença do público paulista e pernambucano.

Talvez Pernambuco seja o estado que mais atue musicalmente na cidade de São Paulo. Mesmo “a cidade sendo sempre muito acolhedora com todos”, como diz Dengue, da banda 3 na Massa; Recife e arredores têm um espaço grande com os jovens de todos cantos do País que vivem na capital paulista. “Talvez pela proposta musical, ou pelo fato de sermos de outra região. Há sempre um interesse mútuo de trocar toda sorte de informações. Pode ser tudo isso junto ou nada disso. É difícil saber quando você está dentro do processo”, filosofa Dengue, que, além de ser integrante do 3 na massa, também faz parte do Nação Zumbi desde seu início.

O lugar comum entre os artistas é que em São Paulo há espaços para todas as manifestações culturais. A partir daí, cada um faz o seu show, de fato. “Em São Paulo tudo tende a acontecer porque sempre tem pessoas interessadas em idéias novas. O Sesc SP abraça muitas causas que a grande mídia vira as costas. O número de casas de shows é grande e tem espaço pra todos. Isso mantém as possibilidades vivas”, explica o guitarrista da Nação Zumbi, Lúcio Maia.

Segundo Fábio Trummer, vocalista da banda Eddie, os espaços sempre disponíveis para a sua música também viabilizam um maior contato com o público. “Temos uma boa aceitação nos centros ‘sudestinos’, mantemos uma regularidade de shows, o que facilita esta aceitação. Mas, no geral, são sempre positivas nossas apresentações no Sudeste, nos centros e nas cidades menores.”

montagem
Da lama ao caos

A cidade de São Paulo também se tornou o ‘meio do caminho’ para as bandas se encontrarem e trocarem figurinhas. “Somos todos amigos e gostamos de estar juntos, seja trabalhando, seja simplesmente enchendo o saco uns dos outros [coisa que gostamos mais do que trabalhar]”, brinca Dengue.

Muitos músicos dessa safra já moram na capital paulista e aproveitam para dar uma palhinha no show dos conterrâneos, quando eles aparecem. Foi o caso do show do Mombojó no Studio SP, em março, quando reuniu, além da banda anfitriã, o China e o pianista Vitor Araújo no mesmo palco. “Há um intercâmbio que se dá de formas variadas: alguns são amigos, outros são músicos convidados a gravar ou tocar, outros são divulgadores, outros cantam as musicas de outros”, comenta o vocalista da banda Eddie.seuchico

Vitor Araújo começou a despontar no cenário musical como o menino-prodígio da música clássica. Anos se passaram e a estatura de menino foi ficando para traz e o talento prodígio crescendo; hoje, com 19 anos, ele trabalha em paralelo com uma banda de releituras dos sambas de Chico Buarque. Combinação que deu certo e lota casas de show por onde passa.

Para Marquinhos, vocalista da banda cover de Tim Maia, a DizMaia, “nessas cidades [São Paulo e Rio de Janeiro], a probabilidade é, com certeza, bem maior. Mas também é verdade que é preciso estar no lugar certo e na hora certa”.

Os novos pernambucanos já passeiam pela garoa de São Paulo e já a curtem numa boa. “O povo de Pernambuco que mora em São Paulo se encontra mais para encher a cara do que para fazer som”, Lucio Maia dispara ao fechar o papo. E pelo jeito, curtem mesmo, numa boa.

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