mais tulipa

Umas das coisas boas na música nacional em 2010 foi o álbum da Tulipa Ruiz, Efêmera. Composições da própria cantora, afinada, voz bonita e boas melodias… é quase o pacote completo. Por isso, o álbum da moça é uma das coisas boas de 2010 e para continuar ouvindo em 2011, por que músicas boas não se esgotam, pelo menos não tão rápido.

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radiohead from the basement

Ainda na divulgação do álbum In Rainbows [2007], o Radiohead fez a gravação do vídeo-álbum ‘from the basement‘: onde a banda executa ao vivo o repertório do novo álbuns e algumas músicas antigas. Vale a pena ver o filme inteiro que está disponibilizado no You Tube – a entrega dos rapazes pelas, então, novas músicas é sensacional.

All I Need, uma das músicas mais bonitas do álbum.

novo do of montreal

coquet coquette

Novo álbum da banda Of Montreal -banda veterana do Indie Rocksai este ano: já tem nome, arte da capa e música disponível.

O novo álbum, False Priest, tem o lançamento previsto para 14 de setembro. A produção do álbum está por conta de Jon Brion, que já assinou discos deo Eliott Smith, Keyne West, e trilhas como Punch Drunk Love e Eternal Sunshine of the Spotless Mind.

O novo álbum do grupo ainda deve contar com participações de Janelle Monae and Solange Knowles.

Ouça a música que já foi divulgada, Coquet Coquette.

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of Montreal

False Priest Tracklist:
01. I Feel Ya’ Strutter
02. Our Riotous Defects (feat. Janelle Monáe)
03. Coquet Coquette
04. Godly Intersex
05. Enemy Gene (feat. Janelle Monáe)
06. Hydra Fancies
07. Like a Tourist
08. Sex Karma (feat. Solange Knowles)
09. Girl Named Hello
10 Famine Affair
11. Casualty of You
12. Around the Way
13. You Do Mutilate?

album amigo do tempo

Saiu o terceiro CD do Mombojó, Amigo do Tempo. Esse é o primeiro álbum desde Homem Espuma (2006).

Baixe o álbum completo no www.mombojo.com.br ou faixa-a-faixa nos links abaixo.

“Entre a União e a Saudade”

“Antimonotonia”

“Passarinho Colorido”

“Justamente”

“Qualquer Conclusão”

“Praia da Solidão”

“Casa Caiada”

“Aumenta o Volume”

“Triste Demais”

“Amigo do Tempo”

“Papapa”

jay bennett

No próximo mês sairá o álbum póstumo do ex-integrante do Wilco, Jay Bennett. Bennett morreu em maio de 2009, aos 45 anos, por overdose de analgésicos.

Em julho, o álbum [Kicking at the Perfumed Air] será disponibilizado na internet, gratuitamente, no site da fundação criada pela mãe e irmão de Jay, Jeff, para preservar a memória do multi-instrumentista. “Este álbum é parte de um esforço grande para honrar a memória de Jay e aumentar o seu legado, ao expor para mais pessoas sua música e ajudar os esforço de caridade para fazer um mundo um lugar melhor”, diz um comunicado assinado por Jeff.

Wilco

Jay Bennett começou na banda em 95 como músico de apoio e logo virou parceiro do líder da banda, Jeff Tweedy. Jay deixou o Wilco em 2001, durante as gravações do aclamado álbum Yankee Hotel Foxtrot (2002).

Para quem não conhece, no documentário I am trying to break your heart mostra a gravação do album e a saída de Bennett. Vale a pena!

mais mombojo

Para quem não viu ainda, um pequeno documentário sobre a produção do próximo álbum do mombojo: Amigo do tempo.

Ficou bem bacana as imagens e traz trechos de canções, além da atmosfera da criação desse álbum.

Confere aí!

novo cd do mombojo

Enfim o tão esperado álbum. Pela música e o doc que rolou na net, parece que a espera vai valer a pena.

Abaixo, o release do novo álbum.

AMIGO DO TEMPO É O NOVO CD DA BANDA MOMBOJÓ.

Caso o tempo fosse simplesmente a somatória de instantes matematicamente marcados numa linha, o que passou teria ficado definitivamente para traz. Mas a MOMBOJÓ insiste em pregar peças no tempo e reinventá-lo em outros sentidos. Quem é AMIGO DO TEMPO se interessa menos pela soma dos instantes e muito mais pela duração das coisas, pelo fluxo contínuo das regularidades que fazem emergir o novo, pela mudança que nos faz reconhecer até aquilo que permanece, como a lembrança dos amigos queridos.

Depois de quase dez anos de trabalho, dois CDs muito bem recebidos pelo público e críticos (NADADENOVO, 2004; HOMEM-ESPUMA, 2006), alguns prêmios importantes ( duas vezes melhor banda da associação paulista de críticos de arte, 2005 e 2006) , participação em dezenas de festivais ( inclusive várias edições do ABRIL PRO ROCK e TIM FESTIVAL), além de outras inúmeras histórias para contar ( em shows, redes sociais, coletâneas e DVDs , como no MTV APRESENTA, 2008), a MOMBOJÓ lança o disco que dá um loop no tempo e faz o agora quinteto retornar às origens da banda independente, ao mesmo em que traz o futuro para o presente de uma maturidade conquistada com muita disciplina.

Nesse disco, Felipe/Chiquinho/Samuel/Marcelo/Vicente nos provocam com a possibilidade de um passado que está à nossa frente, pois podemos ver de novo algumas coisas que a MOMBOJÓ já fez, e de um futuro que nos persegue com a maravilhosa incerteza e novidade daquilo que ainda vamos experimentar. A montagem e produção deste disco têm essa marca do tempo: as faixas foram gravadas ao longo dos três últimos anos em pelo menos oito estúdios diferentes alguns montados do zero, como no cenário de uma granja na cidade de ALDEIA (Recife- PE). A banda incluiu neste novo trabalho, arranjos com mais instrumentos que aqueles usados nos dois CDs anteriores, executados por uma dezena de convidados, inclusive da Orquestra Jovem do Conservatório Pernambucano de Música e da Orquestra Sinfônica do Recife. A produção musical foi meticulosamente tecida entre a própria banda, Pupillo, Rodrigo Sanches e Evaldo Luna; tudo feito com recursos próprios, com a ajuda dos muitos amigos conquistados neste tempo , mas sem o patrocínio da lei ou contrato com gravadora.

AMIGO DO TEMPO também retoma sonoridades, estilos e recombinações que parecem estar em busca de um tempo perdido, impactantes como as lembranças que Marcel Proust conta das músicas de sua infância: “Talvez fosse porque não sabia música que viera a experimentar uma impressão tão confusa, uma dessas impressões que no entanto são talvez as únicas puramente musicais, inextensas, inteiramente originais, irredutíveis a qualquer ordem de impressões”. Na sequência, Proust completa esta passagem de “em de em busca do tempo perdido” como se descrevesse as harmonias e sutilezas rítmicas que marcam a música da MOMBOJÓ: “num lento ritmo ela, a música, o encaminhava primeiro por um lado , depois por outro, depois mais além para uma felicidade nobre, ininteligível e precisa.

Por outro lado, se você sabe música, certamente reconhecerá de novo, neste disco, as nuances de rock, bossa nova, eletrônica, jazz, além dos modos únicos e sempre inovadores da arquitetura musical da MOMBOJÓ. Mas este disco faz principalmente outra coisa com a música: usa-a como instrumento para aproximar as pessoas, para montar diálogos e possibilidades, para rever os amigos, mesmo os que já se foram.

No mais, depois de três anos juntando a grana, ensaiando, gravando, produzindo, mixando, finalizando e se divertindo muito com tudo isso, AMIGO DO TEMPO leva a marca do trabalho inquieto e paciente que faz valer o dístico “no fim da tudo certo, se ainda não deu certo é porque não chegou ao fim”, sabendo que “o fim” é apenas uma forma de dizer que todos almejamos ser amigos do tempo!

De Recife para todo mundo, calor absurdo, sonhando em dormir na geladeira.

Luciano Meira

The swell season [1]

Um bom filme e uma boa parceria numa tacada só. Isso que o longa Apenas Uma Vez [Once] proporcionou. Filme emocionante e forte, recheado de muita música, de autoria dos dois atores principais do filme: Glen Hansard e Marketa Irglova.

Apesar da dupla já estar compondo algumas músicas antes de Once, foi o filme que abriu portas para que o moço irlandês e a moça tcheca tocasse suas canções para grandes públicos.

O primeiro álbum, que leva o nome da `banda´, The Swell Season [composto também para o cinema, em 2006], foi bem aceito. Em 2007, a dupla não só compôs a trilha de Apenas Uma Vez, como atuaram. O filme foi a maior bilheteria de filme independente de 2007 e os dois ganharam o Oscar de melhor canção, com Falling Slowly – impulsionando a repercussão da trilha sonora do filme.

Logo após o filme, Glen e Marketa excurcionaram pela europa com a sua turnê se envolveram num romance que durou até o segundo semestre do último ano.

A música dos dois é para os ouvidos e para os olhos, são músicas fortes, cheia de fortes emoção e melancolia.

Ouça os álbuns da dupla e no próximo post coloco o álbum mais recente, Strict Joy.

The Swell Season 2006 [download]

Once Soundtrack 2007 [download]

Try again

John Mayer

É, muito se esperava do novo álbum de John Mayer em seu novo álbum de estúdio, o Battle Studies. Em seu twitter ele divulgava o andamento de seu trabalho e muita expectativa se criou.

Depois de uma ascensão em sua performance como guitarrista [vide o John Mayer Trio], Mayer mostou um o retrocesso de sua criatividade musical nas linhas de guitarra das faixas de seus novo álbum.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=6KGw9JXsBmI[/youtube]

Sem nada de especial, as faixas trazem o que Mayer sempre faz: canções de amor, `filosóficas´, impressões sobre a vida e etc. Mas o que ele sempre fazia em cada trabalho e faltou neste, foi a criatividade. Apostando na mesma fórmulas de outros álbum, como Heavier Things, John errou na mão; e guitarristas não podem errar na mão. O resultado foi um disco enjoativo e repetitivo.

Numa retrospectiva rápida de sua carreira solo, o Room for Squares foi original e inspirador, se falando de baladas pop; já o Heavier Things mostra o lado guitarrista de John, no qual ele pouco mostrou em seu álbum debutante; em 2007, ele lançou Continnum, no qual se estabeleceu como um bom músico e compositor, as músicas tinham letras mais consistentes e maduras.álbuns

Daí veio o Battle Studies, e o que poderia falar ao John sobre o álbum? “Try Again”. Guitarras sem criatividade e melodias repetitivas. Fazer o que, né? Ele é novo e talentoso. Tem muito tempo para tentar trazer bons álbuns!

Discorda? Tire suas conclusões então: download do álbum.

Acima foi a faixa Who Says, o primeiro single do CD.

Guitarra y vos

jorge-drexler

Pagar R$ 6,80 por um chopp Stella Artois numa sofisticada casa de show paulistana – a Bourbon Street – até que não estava tão mal. Peguei minha comanda e esperava pela birita que não vinha. Foi necessário o funcionário do caixa gritar [novamente] para o funcionário ao lado “tirar” o meu chopp. Não havia nada o que fazer: estava ecoando pelos auto-falantes a música de Jorge Drexler. Estava ali. Ao vivo. E surpreendendo até mesmo aqueles que, teoricamente, não foram ao Bourbon Street Club para participar da festa.

Provavelmente aquele barman já viu grandes nomes da música naquele palco – a casa de show já recebeu B.B King, Diana Krall, entre outros consagrados artistas. Mas um uruguaio que cantava, também, em italiano e morava na Espanha, isso sim era muito excêntrico. Contraditório, alguns poderiam dizer. Assim Drexler também se assume, como canta em Disneylândia, canção gravada em seu último álbum de estúdio – 12 segundos de oscuridadrexlerd – e composta por Arnaldo Antunes:

“Armênios naturalizados no Chile
Procuram familiares na Etiópia,
Casas pré-fabricadas canadenses
Feitas com madeira colombiana
Multinacionais japonesas
Instalam empresas em Hong-Kong
E produzem com matéria prima brasileira
Para competir no mercado americano”

Contradições que o acompanharam até uns dos momentos mais importantes de sua carreira: a premiação do Oscar. Mesmo sendo indicado ao prêmio de melhor canção pelo filme de Walter Salles, Diário de Motocicleta, não pôde cantar durante a festa, pois, segundo Drexler, não era, até então, famoso nos Estados Unidos.

oscarO desfecho da história é conhecido: ganhou o prêmio de melhor canção e cantou duas estrofes de sua milonga, Al Otro Lado del Rio, deixando de lado o discurso de vencedor. O prêmio apenas consagrou para os americanos o talento deste uruguaio, já que desde 2000 ele tem recebido diversas premiações em países latinos. A canção vencedora do Oscar foi composta e gravada na mesma manhã em seu notebook e foi dessa mesma forma que ela chegou ao filme, à base de muita insistência de Walter Sales: sem regravar no estúdio, usada como ele recebeu em sem email, em MP3. Foi o necessário para Drexler receber a estatueta da maior festa de Hollywood.

E foi toda esta carga de talento que Jorge Drexler despejou na última quinta-feira, dia 2, em São Paulo. Sozinho no palco, apenas com seu violão, alternado com a guitarra, foi o bastante para fazer a sua música. Em algumas faixas, os dois auxiliares de som do músico o acompanharam ao palco, tocando desde serrote a ukulele, como na faixa em italiano Lontano, Lontano.

O show, intitulado de Cara B [Lado b], trouxe canções, em ritmo de milonga, de artistas que influenciaram a obra de Drexler, como Leonard Cohen e Caetano Veloso. Além de cantar em italiano, ele cantou em português, inglês, catalão e espanhol. Fazendo até uma versão em espanhol da música Sampa para os montevideanos. Jorge arriscou até o refrão de Billie Jean a pedido de um fã da platéia, para homenagear o Rei do Pop.

Quando enfim o barman me entregou o chopp senti que havia uns dois dedos a mais de colarinho. Nem pude reclamar. Com um artista tão talentoso a poucos metros, ali no palco, não era uma tarefa fácil se concentrar. Então logo pensei: que má hora para sair do meu lugar e comprar uma cerveja.

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