do amor

banda do amor

Uns já disseram até que eles eram o Vampire Weekend brasileiro. Enfim, né?! Não gosto muito de comparações, ainda mais essas sem sentidos.

Mas vamos lá. O Do Amor é uma banda carioca com a cara das baladinhas da baixa augusta de sampa. O grupo é formado por Ricardo Dias Gomes (baixo e voz), Marcelo Callado (Bateria e Voz), Gustavo Benjão (Guitarra e Voz) e Gabriel Bubu (Guitarra e Voz). Esse último, Gabriel Bubu, foi durante anos parte da banda de apoio do Los Hermanos e conhecido do fãnáticos da boa banda dos barbudos.

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A música ‘Chalé’ já rolou pelos blogs de música e no álbum dos rapazes ainda traz a versão  de ‘Lindo Lago do Amor’, do Gonzaguinha.

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O álbum do Do Amor será lançado nos próximos meses e já está tudo pronto. Algumas músicas levam a cara do álbuns +2 do Kassin e seus escudeiros: Domenico e Moreno.  Por essa e por outras, promete ser uma das boas novidades musical do ano.

Ouça algumas faixas do disco: download

album | amanda palmer e o magical ukelele

Lembra que mostramos aqui a Amanda Palmer tocando Radiohead no Ukelele? Então, o álbum dela que faz uma homenagem à banda liderada por Thom York saiu neste mês: Amanda Palmer Plays the Popular hits of Radiohead on Her Magical Ukulele.

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Tocando o pequeno instrumento, Amanda faz versões de seis músicas so grupo inglês. As versões são suaves e agressivas ao mesmo tempo- nada muito diferente do Rediohead, a não ser pela sonoridade acústica. Sonoridade que não lembra nem um pouco o Radiohead, que desde Ok Computer se tornou a referência na inovação de sonoridades eletrônicas em suas músicas.

O álbum é inesperado e leve. bom para ouvir quando quiser experimentar o Radiohead com outros sons.Vale a pena!

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download

Tracklist

1. Fake Plastic Trees
2. High And Dry
3. No Surprises
4. Idioteque
5. Creep (Hungover at Soundcheck in Berlin)
6.Exit Music (For A Film)
7. Creep (Live in Prague)

novo do of montreal

coquet coquette

Novo álbum da banda Of Montreal -banda veterana do Indie Rocksai este ano: já tem nome, arte da capa e música disponível.

O novo álbum, False Priest, tem o lançamento previsto para 14 de setembro. A produção do álbum está por conta de Jon Brion, que já assinou discos deo Eliott Smith, Keyne West, e trilhas como Punch Drunk Love e Eternal Sunshine of the Spotless Mind.

O novo álbum do grupo ainda deve contar com participações de Janelle Monae and Solange Knowles.

Ouça a música que já foi divulgada, Coquet Coquette.

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of Montreal

False Priest Tracklist:
01. I Feel Ya’ Strutter
02. Our Riotous Defects (feat. Janelle Monáe)
03. Coquet Coquette
04. Godly Intersex
05. Enemy Gene (feat. Janelle Monáe)
06. Hydra Fancies
07. Like a Tourist
08. Sex Karma (feat. Solange Knowles)
09. Girl Named Hello
10 Famine Affair
11. Casualty of You
12. Around the Way
13. You Do Mutilate?

jay bennett

No próximo mês sairá o álbum póstumo do ex-integrante do Wilco, Jay Bennett. Bennett morreu em maio de 2009, aos 45 anos, por overdose de analgésicos.

Em julho, o álbum [Kicking at the Perfumed Air] será disponibilizado na internet, gratuitamente, no site da fundação criada pela mãe e irmão de Jay, Jeff, para preservar a memória do multi-instrumentista. “Este álbum é parte de um esforço grande para honrar a memória de Jay e aumentar o seu legado, ao expor para mais pessoas sua música e ajudar os esforço de caridade para fazer um mundo um lugar melhor”, diz um comunicado assinado por Jeff.

Wilco

Jay Bennett começou na banda em 95 como músico de apoio e logo virou parceiro do líder da banda, Jeff Tweedy. Jay deixou o Wilco em 2001, durante as gravações do aclamado álbum Yankee Hotel Foxtrot (2002).

Para quem não conhece, no documentário I am trying to break your heart mostra a gravação do album e a saída de Bennett. Vale a pena!

mais mombojo

Para quem não viu ainda, um pequeno documentário sobre a produção do próximo álbum do mombojo: Amigo do tempo.

Ficou bem bacana as imagens e traz trechos de canções, além da atmosfera da criação desse álbum.

Confere aí!

novo cd do mombojo

Enfim o tão esperado álbum. Pela música e o doc que rolou na net, parece que a espera vai valer a pena.

Abaixo, o release do novo álbum.

AMIGO DO TEMPO É O NOVO CD DA BANDA MOMBOJÓ.

Caso o tempo fosse simplesmente a somatória de instantes matematicamente marcados numa linha, o que passou teria ficado definitivamente para traz. Mas a MOMBOJÓ insiste em pregar peças no tempo e reinventá-lo em outros sentidos. Quem é AMIGO DO TEMPO se interessa menos pela soma dos instantes e muito mais pela duração das coisas, pelo fluxo contínuo das regularidades que fazem emergir o novo, pela mudança que nos faz reconhecer até aquilo que permanece, como a lembrança dos amigos queridos.

Depois de quase dez anos de trabalho, dois CDs muito bem recebidos pelo público e críticos (NADADENOVO, 2004; HOMEM-ESPUMA, 2006), alguns prêmios importantes ( duas vezes melhor banda da associação paulista de críticos de arte, 2005 e 2006) , participação em dezenas de festivais ( inclusive várias edições do ABRIL PRO ROCK e TIM FESTIVAL), além de outras inúmeras histórias para contar ( em shows, redes sociais, coletâneas e DVDs , como no MTV APRESENTA, 2008), a MOMBOJÓ lança o disco que dá um loop no tempo e faz o agora quinteto retornar às origens da banda independente, ao mesmo em que traz o futuro para o presente de uma maturidade conquistada com muita disciplina.

Nesse disco, Felipe/Chiquinho/Samuel/Marcelo/Vicente nos provocam com a possibilidade de um passado que está à nossa frente, pois podemos ver de novo algumas coisas que a MOMBOJÓ já fez, e de um futuro que nos persegue com a maravilhosa incerteza e novidade daquilo que ainda vamos experimentar. A montagem e produção deste disco têm essa marca do tempo: as faixas foram gravadas ao longo dos três últimos anos em pelo menos oito estúdios diferentes alguns montados do zero, como no cenário de uma granja na cidade de ALDEIA (Recife- PE). A banda incluiu neste novo trabalho, arranjos com mais instrumentos que aqueles usados nos dois CDs anteriores, executados por uma dezena de convidados, inclusive da Orquestra Jovem do Conservatório Pernambucano de Música e da Orquestra Sinfônica do Recife. A produção musical foi meticulosamente tecida entre a própria banda, Pupillo, Rodrigo Sanches e Evaldo Luna; tudo feito com recursos próprios, com a ajuda dos muitos amigos conquistados neste tempo , mas sem o patrocínio da lei ou contrato com gravadora.

AMIGO DO TEMPO também retoma sonoridades, estilos e recombinações que parecem estar em busca de um tempo perdido, impactantes como as lembranças que Marcel Proust conta das músicas de sua infância: “Talvez fosse porque não sabia música que viera a experimentar uma impressão tão confusa, uma dessas impressões que no entanto são talvez as únicas puramente musicais, inextensas, inteiramente originais, irredutíveis a qualquer ordem de impressões”. Na sequência, Proust completa esta passagem de “em de em busca do tempo perdido” como se descrevesse as harmonias e sutilezas rítmicas que marcam a música da MOMBOJÓ: “num lento ritmo ela, a música, o encaminhava primeiro por um lado , depois por outro, depois mais além para uma felicidade nobre, ininteligível e precisa.

Por outro lado, se você sabe música, certamente reconhecerá de novo, neste disco, as nuances de rock, bossa nova, eletrônica, jazz, além dos modos únicos e sempre inovadores da arquitetura musical da MOMBOJÓ. Mas este disco faz principalmente outra coisa com a música: usa-a como instrumento para aproximar as pessoas, para montar diálogos e possibilidades, para rever os amigos, mesmo os que já se foram.

No mais, depois de três anos juntando a grana, ensaiando, gravando, produzindo, mixando, finalizando e se divertindo muito com tudo isso, AMIGO DO TEMPO leva a marca do trabalho inquieto e paciente que faz valer o dístico “no fim da tudo certo, se ainda não deu certo é porque não chegou ao fim”, sabendo que “o fim” é apenas uma forma de dizer que todos almejamos ser amigos do tempo!

De Recife para todo mundo, calor absurdo, sonhando em dormir na geladeira.

Luciano Meira

otra cosa

otra cosaDepois de fazer a alegria das gravadoras vendendo milhares de CDs com o álbum MTV Unplugged, a Julieta Venegas traz o pop cantando em espanhol para o topo da cena novamente. O último álbum de Venegas, Otras Cosa, lançado em março mantém a euforia inerente da música latina.

Lançado no dia 16 de março, o álbum alcançou o terceiro lugar em vendas nas primeiras semanas de comercialização. Mantendo o estilo que a fez despontar na cena pop, a cantora mexicana consegue manter o nível de sua música e ainda explorar sonoridades não exploradas em seus álbuns anteriores. Mas que a moça é versátil… tá na cara! Basta ouvir as faixas que ela canta no aclamado álbum do cantor Otto: Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos.

Julieta Venegas – Otra Cosa.rar

otra cosa

Villagers

Uma das boas descobertas que tive neste início de semana foi a banda Villagers. A semana que se inicia chuvosa e friorenta em sampa, vale a pena passar um tempinho sentindo o frio bater e ouvir Villagers acompanhado de uma caneca cheia de café.

O grupo é Irlandês e traz na veia a música folk, com um toque visceral, à Damien Rice.

A banda já lançou diversos singles, EP e um albúm que leva o nome da “música de trabalho” [se é que isso existe]: Becoming a Jackal.

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On A Sunlit Stage (Bathroom Session)

The Meaning of The Ritual

amor madrileno

Uma vez me falaram: “Esse último álbum do Arctic Monkey [Humbug] está meio esquizofrênico. Isso me assusta”. Foi isso que pensei quando pluguei os fones no ouvido e fui dar uma volta de bicicleta [minha nova mania] ouvindo o novo disco de Jorge drexler, Amar la trama.

No primeiro momento intimida, principalmente depois do último álbum [Cara B] que Drexler o comanda quase somente com o violão. Os ataques dos metais nas músicas iniciais são um susto, mas no contínuo das minhas pedaladas chego em canções mais longes e percebo que continua tudo ali: musica brasileira, cultura latina, milongam, e etc.

A bagagem de vida musical de Jorge está presente naquele trabalho, só que desta vez o marco zero de sua expedição não é o Uruguai, a Catalunha ou o Brasil; mas, sim, Madri. “Eu não preciso gravar Pixinguinha para mostrar respeito à música brasileira. Ela tem presença forte no que faço. Mesmo que às vezes se manifeste sutilmente, está no meu jeito de tocar”, explica o cantor.

Três Mil Milones de Latido e La Trama Y El Desenlace são as duas canções que abrem o disco e mostram um outro Drexler, um lado novo, mas soa já conhecido. A segunda faixa do disco tem na letra da canção Madri como pano de fundo.

“Camino por madrid en tu compañía,
Mi mano en tu cintura,
Copiando a tu mano en la cintura mía.
A paso lento, como bostezando,
Como quién besa el barrio al irlo pisando,
Como quién sabe que cuenta con la tarde entera,
Sin nada más que hacer que acariciar aceras”

As músicas seguintes trazem uma atmosfera que se reconhece detalhes de tudo que Jorge Drexler já fez, só que em outras formas e sons. Hoje, Drexler, para mim, é um dos músicos mais criativos e originais em atividade. Consegue ser autoral e criativo em cada álbum. Transformas canções de Leonard Cohen ou Caetano Veloso em canções `drexlianas´ sem desfigurar as originais, mas trazendo um sutil sotaque…musical. Pois o moço aí fala seis línguas, e, no português e inglês, ele não desaponta ao cantar as suas referências.

Jorge Drexler – Amar La Trama-(2010).rar

The swell season [1]

Um bom filme e uma boa parceria numa tacada só. Isso que o longa Apenas Uma Vez [Once] proporcionou. Filme emocionante e forte, recheado de muita música, de autoria dos dois atores principais do filme: Glen Hansard e Marketa Irglova.

Apesar da dupla já estar compondo algumas músicas antes de Once, foi o filme que abriu portas para que o moço irlandês e a moça tcheca tocasse suas canções para grandes públicos.

O primeiro álbum, que leva o nome da `banda´, The Swell Season [composto também para o cinema, em 2006], foi bem aceito. Em 2007, a dupla não só compôs a trilha de Apenas Uma Vez, como atuaram. O filme foi a maior bilheteria de filme independente de 2007 e os dois ganharam o Oscar de melhor canção, com Falling Slowly – impulsionando a repercussão da trilha sonora do filme.

Logo após o filme, Glen e Marketa excurcionaram pela europa com a sua turnê se envolveram num romance que durou até o segundo semestre do último ano.

A música dos dois é para os ouvidos e para os olhos, são músicas fortes, cheia de fortes emoção e melancolia.

Ouça os álbuns da dupla e no próximo post coloco o álbum mais recente, Strict Joy.

The Swell Season 2006 [download]

Once Soundtrack 2007 [download]

julian casablancas

Julian Casablancas fala sobre a gravação do próximo álbum do Strokes. Julian diz que não frequenta o estúdio com os outros músicos da banda para não cornetar os músicos eu seus arranjos.

lisa hannigan

A menina é talentosa. Isso já se sabia quando alguém ouvia a suave voz femininas nas canções do Damien Rice, como na música 9 Crimes.

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A ‘menina’ que aveludava as canções de Rice, Lisa Hannigan, largou a parceria com o irlandês após desentendimentos  e botou a voz nas sua próprias músicas, em 2008.

Sea Sew é um álbum suave que traz muitas influências de folk, mas com a característica da melodia e da suave voz de Hannigan.

[download]

Confira o clipe Lille. Arte + Música

london, london

Versão de Cibelle e Devendra Banhart da música do baiano Caetano Veloso, London, London. Música que compões o álbum da cantora, uma das boas artistas que conseguem fazer a bossa nova com uma roupagem conteporânea. Escute o álbum [download]
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fyfe dangerfield

Botando o pé no mercado musical [e o pé direito], Fyfe Dangerfield lançou o seu álbum debutantes, Fly Yellow Moon, em 18 de janeiro de 2010. Como uma das boas promessas que o ano de 2010 já apresentou, o músico inglês traz um disco recheado de [boas] influências e faz uma bom apanhado da música pop.

Beck, Damien Rice, Britpop, folk [dos bons], tudo isto se mistura neste trabalho que, surpreendente, não se reconhece as influências em cada música; mas está tudo lá. Fyfe conseguiu reunir várias referências num som próprio, sem muito rótulos.

When You Walk In The Room

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Faster than the setting sun

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Pra tirar a prova, faça o download do álbum..

e deu no New York Times…

publicada na ParadoXo

E deu no “New York Times, Time Out, Chicago Tribune, nessa porra toda!”. Otto ultrapassa as barreiras da canção de Ben Jor e se atira para o mundo para fazer o que mais gosta: música. “Eu vou pra lá porque eu canto em português. Eu tenho a minha parada e é isso que eles querem. É o meu diferencial”. Brazilian, but with a different beat foi o título da matéria – escrita por Larry Rohter no suplemento cultural da NYT.

E o tal diferencial ficou bem ilustrada, com letras garrafais, no título da matéria que ocupou uma página no disputadíssimo jornal Yankee – o New York Times. “Porra, tinha uma puta fila pra entrar no caderno. Tinha matéria exclusiva com o Sting e a minha foi publicada antes”.

Quando o assunto é o espaço na mídia brasileira, o efeito camaleônico do cantor se camufla com a cor do seu cabelo: vermelho. Pernambucano, cabra-da-peste, não se avexe por mais nada. “O que eu quero é fazer minha música”. E o recifense faz certo! Vai em busca do seu ‘mundo livre’ e vai sozinho, visse. “O independente hoje é mais valioso. Ser independente é um luxo. Hoje é muito mais vantagem”, se orgulha Otto.

Alô, Alô, W/Brasil. O moço tá no caminho certo. Depois de ter feito Samba pra burro, voou Sem gravidade para a etapa mais madura de sua carreira. “Sinto que cheguei numa maturidade no meu trabalho, junto com Pupillo [produtor do álbum e baterista do Nação Zumbi]. E, dessa forma, o reconhecimento vem”.

O disco que fez Otto botar o pé na porta da carreira internacional – pois não há pernambucano cheio de nove horas – foi o Certa manhã acordei de sonhos intranquilos. Agora, Pós Sem gravidade; pós fim de casamento; pós gelo da mídia. Pôs tudo no lugar, encarou o mundo e foi.

O Bush deixou o poder, o Papa João Paulo II morreu, o Los Hermanos se separou, o Blur voltou, Blur se separou (?!), e por aí vai. Muita coisa aconteceu do, até então, último álbum do Otto até agora. Por outro lado, o cantor acertou a mão no disco seguinte, recém-lançado no Brasil.

O álbum, além da participação da Céu em Leite, traz duas faixas com a aclamada cantora mexicana Julieta Venegas: a lamuriosa Lágrima Negra e a ‘brega’ Saudade. As músicas foram gravadas para o filme Solo Dios Sabe e Otto as usou em seu disco.

“O que é não é brega? Tem coisa mais brega que o emo? Me chamar de brega é uma visão daquele jornalista pessimista que vive com uma Billboard na mão e acha que aquilo não é brega. Porra, bicho, quer mais brega que Strokes? Os caras usam calça apertada. Isso é antigo e brega. O cara me vem com uma calca coladinha, ‘Jeguinaldo’, e é isso. São uns meninos de Nova Iorque que compram tudo no mercado, aí falam inglês e não é brega. Nada!”

Com um disco sucinto, que tem apenas 10 faixas – teve que cortar 4 pra chegar a esse número -, Otto se sente mais preparado para construir sua arte e considera agora o momento certo para se expor em outros recantos. “Sou a caixa-prego-do-samba-pós-ben-jor”, se define.

“A música brasileira é uma das melhores do mundo. Para um tipo de gente só existe a música saxônica. Mas para alguns existe a saxônica e a outra. E esta outra é a música brasileira. É a música que o Jobim disse assim: canta baixo Frank Sinatra. Igual vendo o Zappa cantando Caymmi. Nossa música tem muito respeito”

Satisfeito, Otto quer tocar o seu novo disco onde der. Esquecer da dor da incompreensão, decepção e desconfianças. Após alguns shows pelos Estados Unidos, espera tocar onde as estradas e as portas estiverem aberta. Além, claro, de continuar o seu rumo independente na sua música – já está tudo maquinado para o próximo álbum dele.

“Eu não posso parar para escrever música. Porque o tempo todo eu escreveria. Daria prejuízo aos amigos em gravar tanta musica que eu faria.” Otto promete acertar a mão do seu próximo álbum, The moon, e, para não esquecer da promessa, ele tatuou em sua mão o título do próximo álbum. Ainda diz que vai ser ainda mais para o mundo este próximo disco.

Tá chegando a hora do Ben Jor voltar a compor: Já deu no New York Times… e faz tempo.

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