novo show de vitor araujo

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As partituras foram jogadas ao chão no início do espetáculo. Não que ele as rejeite, mas naquele momento o tempo da música seria o da emoção. O dedo no pulso. O improviso que pulsa do artista que não é trancafiado nas burocracias musicais e usa outras variáveis para executar a sua música: como o sentimento.

Assim é o concerto/show do Vitor Araújo. Pernambucano que não larga suas raízes, visse?  Em Junho estive no Tom Jazz para o lançamento da nova turnê do pianista: 1º ato – Paixão e Fúria (ou a angustia).

Misturado composições e releituras já conhecida do público do pianista, como a versão de Paranoid Android, o músico apresentou novas peças e agradou.

Munido não só de acordes, mas também de palavras, Vitor apontava contra o pragmatismo de alguns artistas com anéis de ‘doutores’  e trazia suas ricas raízes culturais para a plateia que se formou no bar paulistano.

O show não é só música. É interpretação. É lirismo. É arte. Durante 1h Vitor Araújo foi do racional ao emocional. E fez tudo o que a arte se propões [de acordo com os pragmáticos]: fazer pensar.

o vídeo abaixo traz imagens da apresentação no Tom Jazz

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