de volta

Depois de desprezado e jogado de lado, ele toma a cena e promete trazer bons níqueis para o cofre das gravadoras. Sim, elas ainda existem.
Estamos falando do vinil, dos discos ou, se preferir, do bolachão – ele está de volta.
No intervalo das gravadoras tomarem um fôlego para reclamarem das transferências de músicas na internet, P2P, etc, a vendagem de álbuns em vinil brilhou os olhos dos cartolas da música. Só nos últimos anos, os EUA bateram a cifra de 2,5 milhões em venda de discos.
dos Beatles ao Arcade Fire
Tanto títulos antigos como novos fazem parte desses mimos para music lovers. Na última vez que estive nos EUA, em 2008, vi uma infinidade de discos a venda, era de brilhar os olhos. Inclusive, trouxe o álbum Bleach para um amigo.
Então percebi que dificilmente o digital irá derrubar de vez o físico. O consumo de música está atrelado com o palpável – para o fã. As duas formas de música, a digital e a física, podem coexistir, não é preciso que uma anule a outra.
E para o fã, o formato de vinil é mais atraente. Tanto pelo grande encarte e capa [como eu gosto de capas de discos! Imagina se com o digital elas acabarem =0], como pelo som rústico que o formato traz. Se quiser um som limpinho, bastar dar play no Ipod – por isso, o CD sobra nessa brincadeira.
Sou a favor do livre trânsito de música [e qualquer outro dados na web], mas a indústria cultural precisa entender que isto muda o rumo do mercado, mas não acaba com ele. É preciso apostar em novas formas de explorar a arte dos músicos, pois com a maior divulgação de informações na internet vai crescer a procura por informações sobre artistas – para outros, não.
De olho nessas cifras, a Deck Disc comprou a última fábrica de ´bolachão´, a Polysom, em Belford Roxo [RJ], que estava fechada desde 2007, passou um óleo nas máquinas e botou as geringonças para funcionar.
E deu tudo certo! Nesta semana, chegam às lojas os primeiros filhotes dessa empreitada, os seguintes discos: “Onde brilham os olhos seus”, de Fernanda Takai; “Fome de tudo”, da Nação Zumbi; “Cinema”, do Cachorro Grande; e “Chiaroscuro”, de Pitty, todos relançamentos da Deckdisc em vinil de álbuns que já estão disponíveis em CD.


[...] bigtweet_url = 'http://plugdeouvido.com/shuffle/a-volta-dos-toca-discos/'; Os bons tempos estão de volta. Tá bom. Pode ser um pouco exagerado. Mas o aparelho de vinil está de volta e ainda com um [...]