the mar-keys

Se você é uma daquelas pessoas que gosta do lado b, do lado menos paparicado de uma dupla, do amigo do mocinho do filme… ou seja: Robin, Erasmo Carlos, Dedé, Sam (Senhor dos Anéis), Lennon (para mim), Grohl (no Nirvana), Hawkins [Foo Fighters], George Constanza,  Eric [Caverna do Dragão], Graham Coxon, Slash, Lisa Hannigan, Rubinho, Vasco, Noel Gallager, Bebeto, Cameron Frye, Sawyer, João Barone, Frusciante, Keith e o selo Stax

O selo Stax faz parte da música negra americana com lançamentos sensacionais. Está bem que o Motown lançou Jacksons Five, Diana Ross, Marvin Gaye e toda essa galera pesada do soul. Mas, por outro lado, o Stax reúne artistas de altíssimo nivel, como o The Mar-Keys.

Mar-Keys é uma banda – quase uma big band – de Soul com um refinado felling para um groove dançante. Material caprichado e de encher os ouvidos de sabor. Pra quem gosta bom som negro da década de 60.

Download The Mar-Keys (torrent)

Escuta aí:

os mandamentos gringos

A agência digital mais porra-louca do mercado brasileiro, a Gringo, fez uma apresentação dos 47 mandamentos das pequenas agências digitais.

Os rapazes gringos têm um portfólio marcado por inovação e ousadia – com trabalhos para Coca-Cola, Absolut, Microsoft, etc. Então, quando os caras falam, é bom baixar o volume e ouvir.

Confira aí:

repeat mode: on

- Zilda

- Zilda, ok. Confere!

- Haiti

- Haiti, ok. Confere!

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Com os novos papéis dos meios de comunicação tradicionais, as revistas se consideram o filtro semanal para o leitor, mostrando de maneira diferenciada o que ocorreu na semana. Ah, tá!? #fail

tape #2

Músicas para a semana. Esta combinação de músicas  leva o remelexo dançante de Joge Ben até a sensual Fever – de Elvis. Passando pelo groove do Godfather: James Brown; e diminuindo o ritmo na chorosa Yellow, do Coldplay. Ainda tem o Paul McCartney com os Wings e outras milongas mais.

Ouça aí:

random pics (3)

e deu no New York Times…

publicada na ParadoXo

E deu no “New York Times, Time Out, Chicago Tribune, nessa porra toda!”. Otto ultrapassa as barreiras da canção de Ben Jor e se atira para o mundo para fazer o que mais gosta: música. “Eu vou pra lá porque eu canto em português. Eu tenho a minha parada e é isso que eles querem. É o meu diferencial”. Brazilian, but with a different beat foi o título da matéria – escrita por Larry Rohter no suplemento cultural da NYT.

E o tal diferencial ficou bem ilustrada, com letras garrafais, no título da matéria que ocupou uma página no disputadíssimo jornal Yankee – o New York Times. “Porra, tinha uma puta fila pra entrar no caderno. Tinha matéria exclusiva com o Sting e a minha foi publicada antes”.

Quando o assunto é o espaço na mídia brasileira, o efeito camaleônico do cantor se camufla com a cor do seu cabelo: vermelho. Pernambucano, cabra-da-peste, não se avexe por mais nada. “O que eu quero é fazer minha música”. E o recifense faz certo! Vai em busca do seu ‘mundo livre’ e vai sozinho, visse. “O independente hoje é mais valioso. Ser independente é um luxo. Hoje é muito mais vantagem”, se orgulha Otto.

Alô, Alô, W/Brasil. O moço tá no caminho certo. Depois de ter feito Samba pra burro, voou Sem gravidade para a etapa mais madura de sua carreira. “Sinto que cheguei numa maturidade no meu trabalho, junto com Pupillo [produtor do álbum e baterista do Nação Zumbi]. E, dessa forma, o reconhecimento vem”.

O disco que fez Otto botar o pé na porta da carreira internacional – pois não há pernambucano cheio de nove horas – foi o Certa manhã acordei de sonhos intranquilos. Agora, Pós Sem gravidade; pós fim de casamento; pós gelo da mídia. Pôs tudo no lugar, encarou o mundo e foi.

O Bush deixou o poder, o Papa João Paulo II morreu, o Los Hermanos se separou, o Blur voltou, Blur se separou (?!), e por aí vai. Muita coisa aconteceu do, até então, último álbum do Otto até agora. Por outro lado, o cantor acertou a mão no disco seguinte, recém-lançado no Brasil.

O álbum, além da participação da Céu em Leite, traz duas faixas com a aclamada cantora mexicana Julieta Venegas: a lamuriosa Lágrima Negra e a ‘brega’ Saudade. As músicas foram gravadas para o filme Solo Dios Sabe e Otto as usou em seu disco.

“O que é não é brega? Tem coisa mais brega que o emo? Me chamar de brega é uma visão daquele jornalista pessimista que vive com uma Billboard na mão e acha que aquilo não é brega. Porra, bicho, quer mais brega que Strokes? Os caras usam calça apertada. Isso é antigo e brega. O cara me vem com uma calca coladinha, ‘Jeguinaldo’, e é isso. São uns meninos de Nova Iorque que compram tudo no mercado, aí falam inglês e não é brega. Nada!”

Com um disco sucinto, que tem apenas 10 faixas – teve que cortar 4 pra chegar a esse número -, Otto se sente mais preparado para construir sua arte e considera agora o momento certo para se expor em outros recantos. “Sou a caixa-prego-do-samba-pós-ben-jor”, se define.

“A música brasileira é uma das melhores do mundo. Para um tipo de gente só existe a música saxônica. Mas para alguns existe a saxônica e a outra. E esta outra é a música brasileira. É a música que o Jobim disse assim: canta baixo Frank Sinatra. Igual vendo o Zappa cantando Caymmi. Nossa música tem muito respeito”

Satisfeito, Otto quer tocar o seu novo disco onde der. Esquecer da dor da incompreensão, decepção e desconfianças. Após alguns shows pelos Estados Unidos, espera tocar onde as estradas e as portas estiverem aberta. Além, claro, de continuar o seu rumo independente na sua música – já está tudo maquinado para o próximo álbum dele.

“Eu não posso parar para escrever música. Porque o tempo todo eu escreveria. Daria prejuízo aos amigos em gravar tanta musica que eu faria.” Otto promete acertar a mão do seu próximo álbum, The moon, e, para não esquecer da promessa, ele tatuou em sua mão o título do próximo álbum. Ainda diz que vai ser ainda mais para o mundo este próximo disco.

Tá chegando a hora do Ben Jor voltar a compor: Já deu no New York Times… e faz tempo.

be stupid

No primeiro trabalho em parceria com a Anomaly, a coleção de primavera/verão da Diesel apostou no contrasenso: ´seja estúpido´.

A campanha Be Stupid ganhou formatos na mídia impressa,digital e filmes online. A marca também pretende criar ações com o tema de forma colaborativa no my space e em outros canais.

confira todos os anúncios

coachella

Está aí a aguardada programação do festival Californiano. De california, mesmo, só tem o lugar, pois gente do mundo todo toma de assalto a arena dos show.

Sem muitos comentários sobre a programação. Mas na minha lista, Jay-Z não seria o ‘cabeça-de-chave’ de dia algum. E a surpresa… dá-lhe Céu. A nossa moça ‘vila-madalênica’  vai se esbanjar na terra do Exterminador do Futuro.

radiohead tube

Mais uma vez o Radiohead comprova que é uma das bandas que mais dialoga com as novas ferramentas de comunicação. Para quem curte o som desse ingleses, este canal possui vídeos de shows completos around the world.

Espetáculos na Argentina, Chile, Argentina e, até mesmo, no Brasil, fazem parte desta videoteca.

Os shows fazem parte da turnê mundial do álbum In Rainbows. As imagens dos vídeos geralmente são capturadas por celulares, câmeras fotográficas, etc. O melhor deste canal é que a assessoria da banda não entrou no meio com um processo para acabar a brincadeira, mas deixa os fã sentirem nostalgia com os shows, até mesmo dos quais nunca foram.

Abaixo segue o show na integra que aconteceu em São Paulo

via

tape #1

Aí vai uma seleção de músicas pra dar harmonia ao início da semana. Do funk, que não é aquela merd* carioca, ao Blues do B.B. King. Terminando com o alto astral matinal dos besouros e passando pelo invocado som de Dylan – considerado a má companhia dos meninos de Liverpool.

Aperte o play e vá até o fim. Curta o mojo!

bloco do eu sozinho

Ele entrou no meu top 5 da década. Apesar de eu não o considerar um dos 5 melhores álbuns dos últimos 10 anos. Mas tive que me render: o “Bloco do Eu Sozinho”, dos Los Hermanos, foi uma nova brisa para a música pop brasileira no início dos anos 2000, em 2001.

Pelo release enviado à imprensa, podia-se ver como a banda já tentava encaixar poesia no burocrático. Segue abaixo o release na íntegra do segundo álbum do, então, quarteto carioca:

Release

Los Hermanos continuam o Baile de Carnaval. A charanga ainda ecoa sobre o batuque secular do samba se espremendo entre marchas-rancho, chá-chá-chás e boleros para chegar à massa. Mas a celebração da alta noite aos poucos vai cedendo ao cansaço físico e a festa vai esmorecendo. Não estamos mais no meio de 250 mil compradores de disco berrando o refrão “Ô Anna Júliaaaaa”, nem no meio de uma seqüência acelerada de neo-boleros pós-pagode que transformaram a tradicional festa brasileira numa máquina registradora trabalhando em ritmo industrial. O porre vai virando ressaca, a boca vai ressecando, acabou-se o que era doce. Mas, como a banda das quatro noites, o grupo carioca segue tocando. Mas reduzem a marcha, literalmente. O frenesi frevo/axé/baião da eletricidade rock fica em segundo plano. É acessório, cosmético. Não adianta forçar o público para pular – olhe para eles, derrubados uns por cima dos outros.

Estamos entrando na quarta e última fase de qualquer boa noite de carnaval, aquela enunciada pelas emblemáticas “Bandeira Branca” e “Máscara Negra”. O trombone assume uma função tão importante quanto a guitarra no primeiro disco e o tom azul-madrugada do instrumento toma conta do segundo disco do Los Hermanos.

Bloco do Eu Sozinho canta o fim do baile, o nascer do dia, as pessoas acordando ainda meio bêbadas, entre fantasias rasgadas, garrafas derrubadas pelo chão, confete e serpentina desbotados pela mistura indecifrável de líquidos espalhados pelo chão. Canta para os vários solitários que atravessaram a noite inteira entre flertes e sorrisos e acabaram sem par como vieram. Mas agora eles estão amarrotados, suados, usados, borrados. O final de um baile de carnaval sempre vem mostrar para cada um de nós quem realmente somos. A fantasia cai tão pesada quanto a realidade que, indefectivelmente, é triste.

O grupo sente isso, sempre sentiu. Mesmo nos momentos mais eufóricos de seu primeiro disco, a felicidade vinha apenas como um raio de sol no horizonte.

Contemplativo e cético, o vocalista e guitarrista Marcelo Camelo caía na triste constatação dos poetas românticos, de que a melancolia é o estado natural do ser humano. Pintava-se de palhaço para fazer os outros rirem, enquanto, por dentro, estava chorando. Assim o conjunto se sentia em meio ao turbilhão “Anna Júlia”, o hit jovem guarda que catapultou o grupo de suas raízes underground ao panteão de plástico do mercadão pop. Enquanto todos cantavam sorrindo a plenos pulmões, o grupo se sentia preso à uma música que não representava o todo de seu trabalho, numa encruzilhada clássica na história da música popular: ser ídolos de multidões ou queridos de poucos. Entre um caminho e outro, o grupo preferiu trilhar seu próprio rumo, abrindo a terceira via à foice. Para isso, se reuniram em um sítio no interior do Rio de Janeiro, onde começaram a calibrar o que se tornaria o disco que está saindo. A saída do baixista Patrick Laplan foi suprimida pela participação especial do amigo Kassin (do Acabou La Tequila, influência confessa do grupo) e a produção ficou por conta do cobra Chico Neves.

Curtindo o disco como pinga de alambique, retrocederam a um tempo em que a bossa nova não havia transformado o samba em ritmo pré-programado de teclado. E voltaram para o ano 2001 como uma banda de samba. Como se o rótulo “MPB” não existisse, como se fazer samba fosse tão natural a qualquer brasileiro, independente de sua faixa etária, classe social ou formação acadêmica. É um exercício de recriação da genealogia do rock brasileiro: Noel Rosa é o nosso Robert Johnson, Chico Buarque nosso Bob Dylan, Cartola nosso Muddy Waters, Beth Carvalho uma Aretha Franklin, Jair Rodrigues um James Brown e por aí vai…

Sim, Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante (voz e guitarra), Bruno Medina (teclados) e Rodrigo Barba (bateria) formam uma banda de samba, apesar de virem da classe média, do curso superior, da pele branca e da formação baixo-teclado-guitarra-e-bateria. Em seu segundo álbum, eles mergulham ainda mais fundo no fundo de quintal, temperando o sambão com doses de hardcore,rock alternativo, levadas latinas, um microponto de psicodelia beatle e compassos mutantes. Deixam de lado o astral Red Hot Chili Peppers/Mr. Bungle que o primeiro disco transparecia e se devotam à melodia, cantando o fim da festa incessante que eles mesmos eram até então.

Mas se o tom do disco remete à quarta-feira de cinzas, ele também vê o nascer do novo século como um fim de carnaval. Mas em vez de correr atrás de recursos tecnológicos e futurísticos para falar sobre a aurora do novo tempo, eles voltam ao começo do século 20, usando elementos das primeiras décadas dos anos 1900 como fantasia. Há referências de modernismo, vaudeville, citações em francês, bailes de máscaras, maxixe, atenção aos detalhes, literatura, eles colocam o Bloco do Eu Sozinho na rua em busca da mesma ingenuidade frívola dos primeiros anos do século passado. Procuram,assim, fugir da ironia que tentou, de todo jeito, encaixar o grupo em rótulos esdrúxulos e diferentes comportamentos.

O excesso de referências musicais deixou de ser um simples problema de arranjos. Quase todas as faixas do disco atravessam várias fases, a estrutura das canções (mais complexas que as do primeiro disco, hoje vistas pela banda como “um rascunho”) alcança diferentes pontos de vista, sem dificuldade ou forçar a barra. Como o Clash fez no clássico London Calling, eles contam a sua versão da história transformando tudo em samba (enquanto o grupo inglês pulverizava tudo em punk) a citação (incidental?) que o trombone faz no primeiro som ouvido no disco remete imediatamente à introdução instrumental da faixa-título do disco de 1979. Seja qual for o território musical, a linguagem melancólica e o batuque do samba estão ali, onipresentes. Não é à toa que a editora de músicas do grupo seja chamada Zé Pereira.

Mas por baixo das letras tristes e contemplativas, os Hermanos aproveitam para espetar quem os incomoda. Os “vocês” espalhados pelo belíssimo encarte podem se referir ao fã, à crítica, ao mercado, a certas publicações (há citações ainda mais explícitas, embora maquiadas como letra de música), ao público que comprou o grupo só por causa de “Anna Júlia”, ao seguidor fiel dos tempos do underground carioca. A letra de “Cadê teu Suin-?”, uma brincadeira com sílabas, contém desde a rixa não declarada entre Tom Zé e Caetano Veloso, cobranças de diretores artísticos, desculpas esfarrapadas, críticas à dita “nova MPB”, o peso do refrão exigido… O grupo passa adiante “Eu que controlo o meu guidon” sem dar ouvidos a quem ladra. O disco termina convicto de que eles fizeram o melhor que podiam ao não repetir o primeiro álbum. “Quero não saber de cor, também”, canta Camelo entre as cordas e um surdo de escola de samba, “pra que minha vida siga adiante”.

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breakfast

Queria apenas um dia pela manhã [e eu digo apenas um dia] que esse fosse meu roteiro pela manhã.

Anyway. Um stop motion bem legal pra dar ânimo de chegar na sexta com sorriso no rosto. rá!

left hand

Há quem diga que a melhor carreira solo do quarteto de Liverpool seja do apagado George Harrison. Após o rompimento dos Beatles, o tímido guitarrista se trancafiou em retiros em que passava os dias meditando sobre a orientação de Ravi Shankar. Dessa experiência bicho-grilo, surgiu um dos discos solos mais aclamados dos integrantes do Fab Four: all Things Must Pass.

Por outro lado, o braço esquerdo dos Beattles, Paul McCartney, tem uma reconhecida carreira solo. Os primeiros discos – o primeiro lançado ainda no auge das divergências entre os Beatles – foram bem avaliados e tiveram sucesso nas vendas. Na sequência, bons álbuns lançados com o Wings o consolidou em sua carreira dele fora dos Beatles.

Nos acréssimos de 2009, Paul lançou um disco que compila os bons momentos dos Beatles e de sua carreira fora da maior banda da história da música pop. O show foi gravado durante o Summer Festival ´09, em New York, e foi lançado nos últimos meses do ano que passou.

O resultado é um CD duplo com sucessos – ou não – deste virtuoso multi-instrumentista. O braço esquerdo inglês que escreveu as melodias e letras que ainda fazem parte do mostruário do que há de melhor na música pop.

Confira o CD duplo de McCartney –> download

spam

A agência Mother London, sediada em Londres (jura?!), aprontou uma ação de auto promoção durante os dias que o bom velhinho trabalha duro.

Inspirada no espírito natalino, a agência inglesa fez a seguinte ‘brincadeira’: mandou um e-mail para centenas de pessoas em que dizia que quem fosse o primeiro a responder ganharia a quantia de U$10.000 como uma forma de generosidade pelo natal.

Advinha quantas pessoas responderam o email…

via

random pics (2)

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